Puy de Pariou

Hoje foi um bom dia. A temperatura subiu um pouquinho em relação a ontem, mas de manhã estava frio. Descobri que a Sayumi – a japonesa da minha sala – adora música brasileira! Mais que eu: ela conhece forró, axé, samba, samba-reggae, bossa nova… ohlala!

À tarde, fomos a um vulcão a uns 4o minutos de Vichy, numa cadeiade montanhas chamada chaîne de Puys (chaîne = cadeia). O Pariou não é o vulcão mais famoso daqui, M. e Mme. Piombini não o conheciam. Mas eu gostei, dele.

Às16h, a Place de la Victoire – de onde costumam sair os ônibus para as excursões – estava lotada! Pudera: havia três excursões hoje, uma para Charroux (uma cidade medieval – eu ainda vou numa excursão para lá), uma para Clermont-Ferrand (também ainda vou) e o vulcão; não sei os outros, mas o nosso tinha dois ônibus. Maior parte dos brasileiros da Unicamp, que chegaram nesta semana, foram para Clermont. Eles parecem tão fechados, não sei… mal falo com eles…

Partimos. Deu tempo de fazer uns pequenos textos, tarefa de francês. Não lembro a hora em que chegamos, mas começamos a caminhar assim que descemos. E que caminhada! Havia trechos mais fechados, outros muito escorregadios – eu tinha a impressão de estar constantemente jogando pedrinhas para trás. Nem conto o números de topadas, foram tantas… mas o pior é falar sempre em português, vou acaba pegando o costume. A verdade é que eu preciso falar português, ainda, principalmente agora – sábado eu estava para ficar louco, fiz tudo em francês, só pude falar português na oração e depois de voltar para casa! [Aquela vontade de falar português sozinho, com as paredes, com os postes, sei lá… aquele desejo que M. e Mme. Piombini começassem a falar português do nada…]

Enfim, a subida não foi fácil. Até meio dolorida, eu diria. Em alguma hora, começou uma escada, e eu comecei a contar os degraus. Com esforço, cheguei a 250, quando terminou a primeira escada. Uma pausa e começava outra. Não contei mais. Na volta eu conto…

Chegamos ao topo. Após mais ou menos 40 min andando, chegamos.

O Pariou é um dos mais belos vulcões da cadeia, com 1210 m de altitude e 97 m de profundidade da cratera: é o mais profundo da França inteira. A boca dele é quase perfeitamente redonda. Tem muito verde – a cratera não é nada do que eu esperava – não é o abismo sem fundo e “quentinho”, se possível com dragões e anões lutando contra os dragões, para forjarem as armaduras mais incrivelmente bem forjadas da Terra Média. Na verdade, é um gramado. Ponto. Tem um caminhozinho para chegar até o centro, onde havia um círculo de pedras – um ninho de dragão? Um altar druida? Gracinha de algum sujeito querendo pregar uma peça? Não sei, não pude ir lá no meio, o tempo não dava. De qualquer forma, é bonito, lá.

Mas ventava. E como ventava. Sério, era MUITO frio – e eu que deixara a jaqueta no ônibus… tinha vezes que vinha o vento e quase levava a gente! Bem forte!

A descida… a descida foi pelo outro lado. Nem contei os degraus, que pena. Mas foi melhor que repetir a vista. A descida foi mais tranquila que a subida – nada de dor no glúteo…

Estávamos já chegando quando enviaram uma mensagem para um brasileiro que não estava com a gente,dizendo que estávamos chegando. Ele não estava. Esperamos o outro guia – os brasileiros que faltavam não estavam com ele. E aí?

Acontece que a gente ia tentar ir lá para o centro, e fomos perguntar ao guia se era possível. Eles não queriam. Fazia frio, no cume, e eles quiseram descer. Descerem um pedacinho da escada e ficaram esperando. Depois decidiram ir. “Vamos esperá-los no ônibus!” Atrasamos mais de quinze minutos por causa deles! Mas pelo menos eles esperaram – dizem que em Lyon, deixaram três pessoas para trás… mas também: se deixassem-nos para trás, não teria nem como voltar, diferentemente de Lyon, que tem trem.

Chegamos em Vichy por volta de 21h. Atrasados (por causa de quem mesmo..?)

C’est ça. Amanhã tem uma degustação – tomara que seja boa!

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