Une nuit d’SDF

Recapitulando : eu saí da Missa a Notre-Dame de Lourdes, almocei rapidinho e corri pra gare. O Pierre e o Nicolas (um amigo dele, de Nancy) me acompanharam. Problema número 1 : eu perdera a passagem, do trecho Nancy-Metz-Paris. Enã, não havia nada que eles pudessem fazer, na SNCF. Tive que recomprar o bilhete de última hora, pelos olhos da cara – sendo que um dos trens só tinha vaga na primeira classe ! Bem, fazer o quê…

Ia ser minha “journée voyage” – Metz foi legal, tive uma hora de pausa, esperando a correspondência, saí um pouquinho da gare, com um mapa, andei alguns metros (pena que era pouco tempo, não dava pra ir à catedral, que, dizem, é magnífica!). O segundo trem chegou na hora, partiu na hora, nenhum problema. Meu medo era que ele atrasasse, ou algo assim – em Paris, eu tinha 30 minutos para mudar da Gare de l’Est à Gare de Lyon. Descendo do trem, “é dada a largada !”, a corrida começava, metrô 4, até (…), depois linha 1, (…) até a garde de Lyon, onde eu tinha que encontrar primeiro a parte “grandes lignes” (a gare de Lyon é gigantesca !), encontrar o trem… Enfim, cheguei no trem quase dez minutos adiantado. Vitória !

O trem partiu. Estávamos quase chegando em Saint-Étienne, última conexão antes do Puy-en-Velay, quando… vinteminutos antes da horade chegada, o trem deu um prego. “E agora, perdi minha conexão !” Quando finalmente o trem chegou e nós nos aproximávamos da gare, o conducteur do trem anunciava que os passageiros com conexão para o Puy, partida imediata na mesma plataforma. Quando chegamos… cadê o trem ? Partira. Próximo trem às 21h e pouco. Mal saí de gare nesse meio-termo, só pela praça em frente, procurando menos barulho para falar com o Sébastien no telefone. Comprei até uma revista de palavras cruzadas, pra fazer enquanto esperava. O tempo se arrastava… parecia que não ia ter fim. Quando enfim, a voz da moça da SNCF anuncia que o trem para o Puy se preparava para entrar na plataforma. Comecei a guardar minhas coisas e saí. Por onde era mesmo que passava ? Ah, sim, encontrei. Quando eu desci, pude ver o trem chegando do outro lado, só atravessar a linha do trem. Pelo subsolo.

Quando eu subi, só vi o trem fazendo a curva, tendo acabado de partir…

Sim, era o trem do Puy, me ocnfirmou o guarda. E era o último da noite, agora só às 5h50 da manhã. E a gare fechava às 23h. Aí eu paniquei. Não sabia mais o que fazer, não conhecia nada nem ninguém em Saint-Étienne, nem mesmo sabia onde era que eu estava ! Liguei pro pessoal que já estava na capital da Haute-Loire, eles nãosabiam muito bem o que fazer, sugeriram que eu procurasse um presbitério, sei lá, um padre que pudesse me acolher… bom, pelo menos já me era melhor que dormir na praça da estação (porque dentro, eu não poderia). Por sorte, havia um mapa da cidade na gare, com uma péssima qualidade, mas dava pra seguir mais ou menos bem. Tirei uma foto e fui tentando seguir até alguma indicação de igreja.

No desespero, eu mandei atpe umas mensagens (em caixa alta) pro Pierre e pro Sèb ; Pierre não conhecia ninguém, nem nada. Sèb, sem resposta. Então, começou a procura. Primeiro, cheguei a uma igreja magnífica, Sainte-Marie. Perguntei a um habitante (que estava entrando em casa, logo em frente à igreja), ele disse que o padre morava atrás da igreja. Bom, o que havia atrás era um jardim, onde eu não ousei entrar (embora tivesse uma “janela” aberta na grade…), e uma porta que me pareceu convidativa. Bati, e não se me abriu. Mais para a direita era um parque de uma escola – o padre morava mesmo, ali ?

Tentei ligar pro Père Michel-Marie, ver se ele tinha algum contato em St.-Étinne. Nada. E eu me comunicando com o Pierrot. No meio dessa provação imensa, ele disse que não iria pra cama enquanto eu não soubesse onde iria dormir. Eu não soube nem o que responder, de tanto que isso me tocou. Era disso que eu precisava : um irmão. Um verdadeiro irmão, cujo papel seria decisivo nessa noite, como eu vou relatar a seguir.

Passei à tentativa dois. Nativité. Céus, era um lugar tão escondido, teria sido mais fácil seguir o cemitério, mas eu não ! Sabe-se lá… mas enfim, cheguei ao lugar marcado e… cadê a igreja ? Pulei uma grade, subi umas escadas e acho que era a igreja, lá,, pelo menos tinha um vritral. Um pouco mais afastado, um predio devi ser o presbitério. Mais uma vez, bati e não se me abriu – ah Jesus, tu que nos tinhas dito “batei, e abrir-se-vos-à”, com essa belíssima mesóclise bipronominal, onde estás ? Cada vez mais com medo, pocurei nas casas ao redor, para ver se não havia alguma caixa de correio com “Père Alguma-Coisa, curé”, mas nada. Pedia para o Pierre procurar na internet o endereço. Ele me indicou uma rua que eu não encontrava. “A gente tá falando do mesmo lugar ?

Não. Pronto, acabou. A bateria da máquina acabou. C’est fini, agora é voltar pra gare e testar se o saco de dormir é bom mesmo.

Noite de sem-teto (já diz o título).

Não. Deus me deu de presente um anjo. O Pierre pediu que eu ligasse para ele. Ele me serviu de GPS até o presbitério que ele me havia indicado – que, d’ailleurs,  era longe pra dedéu. A cada rua ele foi falando bem direitinho, guiando o pobre estrangeiro[-burro]-perdido, ele me acalmou tanto… Era o presbitério da catedral. Sorte que era bem indicada, mas também não tinha campainha. Bati e – supresa ! – nada. Até desliguei para telefonar, mas o número devia ser o da recepção, não o do padre mesmo. Já passava de meia-noite.

Liguei de novo pro Pierre. Pois bem, ele foi procurar um hotel, era mais fácil. Nisso, a ligação caiu, porque eu não tinha mais créditos, recarreguei num pulo, ele estava à beira de pegar o telefone de casa e me ligar (ele já tinha esgotado o plano do celular). Ele me guiou a um hotel não muito longe da praça da catedral. Ele teve um pouquinho de medo, mas não havia 36 soluções, como dizem os franceses. Toquei a campainha do hotel ; após uma curta espera, atenderam. Não era grande coisa, um primeiro andar de um prédio residencial, e o preço não era bem o melhordo mundo. Mas a moça foi super gentil, ligou até para um táxi, que viria me pegar às 5h15 da manhã. Parfait. Coloquei o celular pra carregar (a barra de bateria já piscava) e fui tomar banho. Depois, liguei pro Pierrot. Pode dormir em paz, mon cher, que eu já estou na cama. Ele, ele tava com o computador com mil páginas abertas, Google maps, sites de hoteis, uma parafernalha indescritível só pra me ajudar. Fui dormir pouco depois da uma da manhã. Mas foi sobre uma cama.

E Pierrino, se você chegar a ler isso (sim, ele disse que leu o post anterior) (e eu chamei ele de couillon, ah la honte !) (mas fazer o quê, se ele é mesmo ?), je te dis simplement que je t’aime, mon frère, je t’aime de toutes mes forces, et jusqu’au bout de moi-même ; c’est pas que pour ça, pour m’avoir tant aidé et réconforté, cette nuit-là, mais pour ce que tu es, pour toi-même, et je suis ravis que tu sois avec nous, que tu sois notre frère, notre cadet, notre benjamin… mon benjamin… E aproveite do privilégio, que nãoé todo dia que eu faço uma declaração de amor assim em público, viu ? 😉 Si seulement j’avais comment t’en remercier…

Bem dá pra imaginar que eu não tenho fotos, né ? [Ah, tô morrendo de desesperado que não tneho onde dormir, peraí que eu vou tirar uma foto da minha cara, depois das igrejas que eu NÃO consegui entrar, das ruas escuras…]. Como eu cheguei ao Puy, eu conto no próximo post. À plus !

En Avignon on fait trois bises

Bem, eu estava bem atrasado com relação às férias. Pois bem: para quem não sabe, eu pessei o Natal e o ano-novo em Avignon, com a Comunidade Shalom, lá, vivendo como Comunidade de Vida . Em outras palavras, eu dei minhas férias para Jesus.

Não vou contar um relato extenso, porque foram duas semanas. Em breve: no primeiro dia, eu fui turista: visitei a fonte do Vaucluse, um rio que passa por lá e que é o responsável pelo nome do departamento onde se encontra Avignon. Isso com o Caio Júnior (CA¹)e um casal visitantes, Constantino e Socorro, da CA À tardem fomos nós três visitantes com o Pedro (CV¹) ao centro. O centro de Avignon é bem histórico, tem vários prédios antigos – ao lado de novos. O Palais des Papes (Avignon já foi, por uma época, o que o Vaticano e hoje), a Métropole de Notre-Dame des Doms (a catedral), onde os papas celebravam (MUITO bela e antiga)(tem adoração perpétua, lá! *.*). Fomos também ao jardim que tem perto dali, lindo, mas estava muito frio para aproveitar… fomos a um café, nos esquentar. De noite ainda teve célula comunitária – e eu fui ^^

A CA lá tem dois franceses, mais a Cris, que está em missão lá.

A folga acabou aí. Nos outros dias teve mais trabalho e mais oração (nesse dia de turista eu perdi metade do Akathistos e só fui fazer minha oração pessoal à noite), mas ainda foi light para o que eu estava imaginando. A lanchonete (Tudo Bem Brasil) estava fechada, porque quase todo o público é de um lycée (colégio de ensino médio) que tem lá. Mas mesmo assim teve o que fazer.

A rotina era assim (na 1ª semana): De manhã, café da manhã (a meia voz), Akathistos (é uma conjunto de orações e hinos belíssimo e muito antigo a Nossa Senhora, que a Comunidade reza nessa época), oração pessoas/estudo bíblico, depois esperar pelo almoço. Sempre se tinha alguma coisa para fazer nesse horário: varrer o “jardim”(estacionamento, plutôt), arrumar a casa, ajudar a alguém a fazer o que quer que fosse (eu era meio que o faz-tudo na casa).

Almoço. As refeições lá eram sem comentários – muito boas, e muita coisa do Brasil. Eu comi feijão!!! Farofa!!! Que saudades!!! Mas também me acostumei a comer salada – graças, sobretudo, ao molho de salada superbe que a Alline fazia.

Às tardes, também sempre acabavam achando algo para eu fazer – ir ao correio, bancar a babá, ajudar a cortar os arbustos do Tudo Bem, cortar uns ramos de pinheiro para fazer a  decoração de Natal… Terça e quinta havia oração comunitária antes da Missa (nem sei se é sempre, mas nessedia, foi). A Missa era às 18h30. Eu gostava bastante de lá, mas a dos Réformés… sem comparação. Depois do jantar, variava: segunda e quarta era célula ; terça, grupo de oração; sexta era Koinonia (uma convivência de todo mundo). Quarta  depois da célula era convivência por casa (casa = casa das meninas ou dos rapazes; embora todo mundo morasse na mesma casa, havia uma parte deles e uma parte delas); a nossa convivência foi jogar videogame 😀 No fim de tudo, as completas, depois dormir.

Na sexta-feira antes do Natal, saímos para evangelizar no centro. Foi super, éramos três palhaços/mímicos, Jamila, Cris e eu; tínhamos um cartaz de “Temos um presente para você!”, e outros com “Paz”, “esperança”, “amor”, “alegria”.  Enquanto isso, os outros cantavam (o Radameques tocava violão) e cantavam, e entregavam cartões convidando para o grupo de oração.

O Natal foi de sábado para domingo. A celebração foi linda e forte. Fazia tempo que eu não experimentava de momentos de oração fortes como aquele. Como aqueles.

A Missa de Natal foi linda! Eu nem ao menos conhecia as músicas de Natal francesas (“En Lui viens reconnaître” é “Ó vinde adoremos”, e “Douce nuit” é “Noite feliz”). Lindo!

A semana depois do Natal foi mais relax. Não tinha hora para acordar, bastava que desse tempo de rezar. Nem laudes. Nem completas. Eu colocava meu despertador para não muito tarde – e, por incrível que parece, sempre que ele tocava, o David estava no banheiro. O Radameques tinha ódio a esse despertador, que não se contentava em tocar uma vez! E a gente dormia no mesmo quarto…

Também foi relax no fato de que não foi preciso fazer grandes trabalhos. Quarta, inclusive, foi o aniversário da Cris, e a Marie-Bernard (uma francesa do grupo de oração) levou a Cris, a Jamilla e eu para dar uma volta. Fomos a Gordes, uma cidadezinha a uns 0minutos de Avignon. Linda! Sempalavrasmente linda. Em um estilo todo provençal antigo, sobre um rochedo, muitas casas de pedra e um pôr-do-sol maravilhoso, muito colorido! Passeamos um pouc, depois retornamos a Avignon (não daria tempo de ir para a célula: estávamos dispensados!) Passeamos ainda mais um pouquinho em Avignon e voltamos para casa. Era aniversário da Cris.

Aniversário na CV é sempre muito bom! A festasempre é legal, mas o melhor é a homenagem que sempre tem. Tem de tudo: peçade teatro, música, o qualquer coisa. Nesse dia, a gente fez um “rap” em francês (só tinha o refrão, as estrofes, era a gente que fazia). Foi muito legal!

Aí sábado foi o ano-novo. Passamos boa parte da sexta e do sábado arrumando o salão paroquial. Ficou com cara daqueles bailes e primavera de filme americano (onde a vilã ganha o prêmio de rainha, mas acontece alguma coisa e ele vai pra mocinha) (senão, o herói desiste da vilã e se declara para a mocinha) (pois é, desse jeito), mas ficou bonito mesmo! Comparado a como a sala era antes… nem parecia a mesma! E a festa ela mesma… começou com o show “David & Alline”, música de louvor que eu nem sabia que existiam em francês! Depois, comer e dançar. Engraçado era que era a Cris que puxava a dança, e ela inventava muito! Nossa, a dança da pizza,eu ri muito! Engraçado foi ela dançando isso na hora que todo mundo seguia a Shakira dançando Waka-waka no telão!

Pois bem, foi muito boa minha estadia com o Shalom de Avignon, muito boa mesmo! Pena eu não ter fotos… e nemtempo de escrevertud: quasenão falei da parte espiritual, por exemplo! Foi tão bom, um contato tão próximo com Deus – e fazia tempo que eu não conseguiam permanecer muito tempo send fiel à oração!

Bem, pois foi isso, se eu tiver alguma foto disso (deve ter alguma), eu digo.

De volta a Vichy

Como eu já estou com uma semana de atraso, vou tentar ser bem breve. Eu e meu pai saímos umas 8 e pouco da gare Saint Charles; tomamos um TGV para Lyon Part-Dieu, onde pegaríamos uma correspondência para Vichy. A viagem correu tranquila – não me esqueci da carte 12-25, dessa vez! Oram chegamos na gare com cinco minutos de atraso, tínhamos talvez dez para chegar ao trem certo. Chegando no saguão, corre, a tela mostra… annulé… mas…

Fomos ao accueil, a mulher nos deu a opção de ir num outro trem ou ir para uma outra cidade de trem e pegar um ônibus… preferimos o trem; era mais tarde, mas era mais certo. Comemos lá, no chão da gare, e esperamos o horário do trem. Sentamos num dos últimos vagões (os lugares não eram marcados), e uma senhora começou a conversar comigo. Super sympa, ela e a do lado dela, e essa segunda era de Vichy, ainda mais!

Chegando na gare de Vichy, o M. Piombini nos aguardava. Fizemos um pequeno tour em Vichy, depois voltamos para a gare, resolver umas coisinhas, depois fomos ao hotel onde iríamos ficar. Como fosse caro – ele tinha dito um preço ao M. Piombini por telefone e outro quando chegamos – os Piombini nos oferenceram sua casa. Eles nos deixaram no Quatre Chemins (o ‘shopping) para andarmos um pouuinho a pé. Entramos no Quare Chemins, meu pai aproveitou para comprar duas camisas, depois fomos ao Hall des Sources, para a Missa na igreja de Saint Louis e ao Palais des Congrès-Opéra. Depois, chez le Piombini. Foi tão legal rever o Xù!

O jantar foi ótimo. Não lembro bem o prato, mas a entrada foi a salada com tempero de alho que eu AMO! É a única salada que eu como por prazer! Conversamos muito, depois fomos dormir.

Acordamos cedo, no dia seguinte. Íamos a Clermont-Ferrand, que era o objetivo dessa viagem: tentar fazer a consulta médica do Ofício de Imigração. Pegamos o trem, fomos. Fomos ao lugar que tinha na carta que eu recebera, era lá mesmo, mas não ia dar para fazer a consulta médica e a radiografia naquele dia – se eu fosse passar uma semana, ainda, tud bem…

Me mandaram para o OFII (Office Français de l’Immigration et de l’Intégration), onde disseram que eu tinha que resolver isso em Marseille. Bem…

Para não perder a viagem, fizemos turismo em Clarmont-Ferrand. Visitamos a Place de Jaude, a estátua de Vercingetorix, a mesma fonte da outra vez – e a catedral, tivemos muito mis tempo para visitá-la, compramos postais e guias de visita, e eu ainda subi na torre – não eram as torres de frente, infelizmente, mas uma no meio, bem alta! Dava para ver a cidade toda, dali, e arredores – só não dava para ver o pai, que estava tomando um café num café perto da catedral, e a própria cateral se impedia de vê-lo. Vimos também a Basílica de Notre Dame du Port – é tão bom fazer turismo por conta própria! Mas se eu nãotivesse feito a visita antes, não teria sido a mesma coisa…

Comemos truffade – é uma especialidade do Auvergne, uma espécie de purê de batatas com queijo, acompanhando salada e charcuterie, como presunto e salame. Muito bom!

Andamos só mais um pouco, depois fomos para a gare. Continuei o que eu já viera fazendo em todos os trechos de trem: escrever no blog (foi por isso que eu consegui postar os quatro últimos posts tão rápido!).

O trem chegou, subimos, tudo ia normal até uma parada estranha. Pelo que eu entendi, era um problema com a rede elétrica. Quando voltamos ao movimento, passamo tanto tempo andando tão lentamente que eu pensei “vamos prder a conexão”. Dito e feito: o trem chegou com 25 min de atraso. As passagens estavam sendo trocada, para quem ia fazer conexão; para Marseille, tinha um trem bempouco depois da hora em que chegáramos. Era tõ legal ver um bilhete de trem 0 €, e ainda primeira classe! Para mim, a maior diferença era que as poltronas eram meis largas, e acho que o espaço para as pernas também.

Quando chegamos, não tinha mais ônibus do metrô para casa: andamos. A noite ainda estava caindo, o que foi bom, porque pudemos vir com menos medo.

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JMJ (Parte 2)

No dia seguinte, acordamos com alguns avisos de que gente perdida deveria ir ao alguma coisa número três e avisos de que a tempestade (alguém tem alguma tradução melhor para “orage”?) tinha derrubado algumas capelas, e, por respeito a Jesus Sacramentado, removeram os sacrários, então não haveria comunhão para todo mundo, durante a Missa. Domage…

O café da manhã tirado da sacola de piquenique foi bom. Uma comunidade religiosa cantava as laudes. Esperamos um pouco, e o papa não demorou muito a chegar. Ele ia passar. Sim, haviam desocupado as vias. Só que…

Bem, ele só passou no corredor central, acho. Perto da gente, não. Que pena: nem vi o papa de perto… ah!, mas não tem problema. Meu objetivo não era ver o papa, mas fincar raízes em Cristo, firmar-me na fé. Mas claro que se desse pra ver o papa de perto, eu não iria reclamar…

A Missa começou. Pena que eu havia deixado o livro do peregrino, nem deu pra acompanhar direito. Mas como era o mesmo rito latino, só que em latim, deu pra acompanhar. As músicas – Céus, o que era aquilo! Muito lindo, levava a gente até o céu mesmo sem entender tudo! Dava pra entender algumas coisas, mas mais porque eu já conheço a Missa.

A primeira leitura – fiquei tão contente, foi em português! E português do Brasil – acho que o cara devia ser paulista. Fiquei até emocionado! Depois, o salmo em espanhol. Segunda leitura em francês. Aclamação belíssima, evangelho em espanhol, não tenho mais tanta certeza. E a homilia, também não lembro bem, acho que foi em espanhol. Sei que o que eu prestei atenção, eu entendi.O credo, eu rezei em português, embora tenha sido cantado em latim. Preces em várias línguas – espanhol, francês, inglês, alemão, polonês, chinês (eu acho, teve língua que eu não tenho nem ideia!).

Oração eucarística, Jesus todo Glorioso nas mãos do Seu vigário; Corpus Christi. Pater.

Comunhão. Espiritual.

Ao fim, uma mensagem do papa aos jovens, cada um em sua língua. Depois, ele anunciou que a próxima JMJ vai ser… no RIO!!!! Mas que festa, do brasileiros! Muitas bandeiras balnçamdo, muito verde-e-amarelo, muita alegria, cornetas, gritos, emoção, comoção, palmas, torcida organizada! 2013. Uma equipe de jovens brasileiros foi receber a cruz dos jovens. Sim, que alegria!

Nisso, só deu pra ver o papa um pouquinho, de longe, nem sei se era ele mesmo, prefiro pensar que sim. Enfim, no fim das contas, encontrei uma boa galera do Shalom – eu vi o Vitinho! Que saudades, ainda não o havia visto com o tau de discípulo! Ele me pareceu realmente feliz. Peguei o e-mail dele, coisas assim; muito contente, ele disse que ia me passar seu endereço por e-mail, até já escrevi um postal!

Depois disso, me perdi do meu grupo. Esperei um pouco, tentei ir até o lugar das pessoas perdidas, mas nem encontrei esse lugar! Resolvi esperar mais um pouco, e andei, andei, andei… saí do aeródromo, andei andei andei, onde era que eles estavam? Fui seguindo a multidão até o metrô – não tinha mais o ônibus que nos levava para lá… além do que, aquele estação onde descêramos não estaria funcionando nesse dia.

No meio do caminho, encontrei o povo! Deus seja louvado! Andamos, andamos, andamos, tomamos um pouco de banho, na água que alguns moradores jogavam nos peregrinos, eu sem banho desde quinta, a estação de metrô entupida de gente. Pensamos em pegar um táxi, tudo lotado. Paramos numa calçada, comemos alguma coisa, esperamos – era bem em frente a um condomínio com piscina. Inveja.

Aonde vamos, agora? Fomos à próxima estação. Era mais adiante; no caminho, vimos um táxi estacionado na frente de uma lanchonete, mas o motorista não queria dirigir naquela multidão. Descemos, metrô lotado! Pegamos no sentido inverso, chegamos na estação entupida, muita gente, mas veio um metrô vago. Paramos numa estação e pegamos um táxi. Chegamos na nossa paróquia.

Arranjei um lugar num quarto, fui pegar minha mala – ainda bem que os espanhóis entendem português, senão… enfim,

Tomei banho.

Descansei um bocadinho, dei uma organizada nas minhas coisas, enchi o colchão, vasculhei minhas coisas pra saber o que tinha vindo. O Youcat em português é muito massa – mas é em português de Portugal.

Pouco depois de 17h, fomos para a festa brasileira. Teve banda Dominus, na hora da banda Cirus, eu voltei para o alojamento – alguns brasileiros estavam vendendo chinelos da JMJ Shalom,e haviam acabado, fomos buscar mais. Eu e mais um cujo nome eu esqueci – brasileiro, claro. OK, erramos de metrô, ninguém viu, voltamos e acertamos e voltamos. Quando chegamos na praça de volta,

A Lívia!

Eu vi a Lívia, que não via desde que ela ingressara na Comunidade de Vida. Tudo bem que isso fora em abril, ainda, mas a surpresa foi tão grande quanto ver alguém que não via há anos. Era bem na hora do show do Missionário Shalom… mas fomos jantar, apesar disso. Um dia deve ter show deles em Toulon ou Avignon, então… fomos para a estación e comemos num restaurante de alguns chineses, lá. A maior alegria era poder comer arroz… *_* E não só ela: depois, o grupo com o qual eu estava foi comer lá, e eu recomendei porque eles queriam URGENTE comer arroz!

Disseram que a chuva com vento derrubara uma parte do palco. Pararam o show, mas como só brasileiro é brasileiro, desceram e começaram a fazer uma espécie de “lual”! Mas não ficamos para ver como ia continuar. Do jantar, todo mundo foi para “casa”.

Todo mundo entre aspas, também. Eu e mais duas italianas passamos na paróquia, pegar uma mala, depois fomos à casa onde elas estavam dormindo, a convite de uma mulher.

Essa senhora, cujo nome eu esqueci, mas era Maria alguma coisa, casada com um senhor chamado Jesus, era de algum país americano, que eu não lembro bem, e muito simpática. Conversamos um pouco, e ela nos ofereceu uma sangría. Todo mundo achou ótimo; eu, que nunca apreciei álcool, fiquei meio sem saber o que fazer… não era ruim, fato, mas era vinho com frutas, de qualquer forma… bem, quando me perguntaram eu disse que eu não gostava muito de vinho, mas aquilo era bom. Ah, e eu ganhei uma faca de bolo, também! As moças iam dormis lá; eu voltei para a paróquia.

No dia seguinte, acordei antes do despertador, com o povo se preparando para ir embora. Iam cedo. Eu também, não podia chegar tarde. Ou eu achava que não. Despedi-me dos italianos, iam colocando minha mala por engano no ônibus que ia para Itália!, colocaram meu café da manhã no ônibus (ainda bem que eu já tinha comido alguma coisa) (mas tinha três chocolates, ainda T.T). Peguei o metrô.

Ainda lembro que eu peguei o metrô na estação de Argüelles, fui até o Mar de Cristal, onde peguei outro para a parada do aeroporto Madrid Barajas terminais 1, 2 e 3. O meu era no terminal 1 – o mais difícil foi encontrar o terminal 1, já que eu não sabia que seta para baixo, na Europa, que dizer em frente…

Cheguei no balcão da Ryanair, pedi para pagar para enviar a mala, ela disse para primeiro passar no balcão do passaporte, passei, voltei, ela perguntou o peso da mala, fui num dos chek-ins vazios, pesei, 9,90 kg, voltei, paguei 40 €. Quiseram falar inglês, nisso tudo, mas com sotaque espanhol… sinto muito, mas não dá mesmo. Só pedi para falarem mais devagar. Deu certo.

No embarque, fui logo para o portão. Pouco tempo depois, começou a se formar uma fila. Tomei lugar. À minha frente, dois homens conversavam em francês, um deles tendo em mãos o Youcat francês. Depoisde muito tempo parado, puxei conversa – começando pelo Youcat. Conversamos um pouco, eles sabiam um pouquinho de português, bem que eu achei o sobrenome que eu vira no cartão bem português! Depois de algum tempo, a fila andando, eles me falando que conheciam mais ou menos o Shalom, os espetáculos teatrais, eles conheciam o Wilde Fábio! E sempre me perguntando coisas sobre Portugal, se eu conhecia a comunidade lá… e eu sem entender, quando vi, aquela fila era para Porto! A minha era no mesmo portão, mas uns quarenta minutos depois.

Bem, esperei. Quando por cima do portão apareceu “Paris Beauvais”, aí sim eu me mudei. À minha frente, um grupo de francesas falava. Tentei entender, mas era difícil, elas falavam rápido.

O avião mudara de portão. A moça avisou no alto-falante do portão (porque o do aeroporto não avisa esse tipo de coisa) e todo mundo correu! Afinal, quem não quer pegar um bom lugar no avião? Na minha frente, outro grupo de francesas! Se bem que eu acho que maior parte do avião era francesa… de qualquer forma, quando elas me ofereceram um brioche, eu aceitei. Ficamos falando eu, uma das francesas, e umas argentinas que estavam atrás de mim.

Entramos no avião 11h45, se bem me lembro. O voo estava marcado para 10h30… ainda bem que eu havia comprado meu bilhete de trem para bem tarde, temendo esse tipo de coisa!

E temendo a imigração… se tivesse, eu talvez não passasse, porque não tinha o titre de séjour. Mesmo assim, consegui dormir no avião. Acordei com a dor nos ouvidos do pouso.

O aeroporto de Beauvais é tão pequeno que não deve ter nem imigração! Sério, é estranho… comi um sanduíche no aeroporto e fui esperar o ônibus. Ônibus da cidade, mesmo, porque eu ia para a gare de Beauvais – não sabia bem onde o ônibus para Paris deixava, então, preferi não arriscar. Esperei impacientemente o trem… começou a chover, corri para o outro lado da rua para me abrigar – o motorista chega. Bem… fazer o quê?

Parei na parada mais próxima da gare, fui na chuva, mesmo, ainda bem que não estava tão forte; cheguei poucos minutos antes do trem. Entrei. O trajeto do trem ocorreu normalmente, cheguei à gare du Nord, m Paris. Eu tinha três quartos de hora para chegar à gare de Lyon. Não sabia nem que RER tomar (lembrava do site que dizia que era RER, mas qual…). Um senhor me ajudou a fazer isso, só que era 6€ e alguma coisa; eu tinha uns 4,50€ em espécie, ia pagar com cartão, mas ele pagou por mim. Bem, ele teve que se contentar com os 4,50, né? Désolé.

Chegando à gare… cadê que se encontra o lugar de pegar os trens? Era difícil, pedia ajuda a uma senhora, e ela me levou até lá – mas precisava do tíquete do RER/metrô, para passar, e cadê que eu encontrava? Tive que entrar junto a um senhor que entrou por uma porta mais larga. Vi no telão minha plataforma, corri para ela, subi pelo lugar errado, desci de novo, subi pelo certo, achei a plataforma, subi no trem um minuto antes de ele sair. Ufa!

Cheguei a Vichy 21h50. Fizera calor, no final de semana, era até meio estranho: quando eu cheguei, o ventilador estava ventilando a sala de jantar! E havia também a sobrinha do M. Piombini, de Marseille, com seu marido. O Xù também estava lá, tudo em paz.

Sim, a Jornada Mundial da Juventude fora excelente, mas não deixa de ser um grande alívio chegar em casa após uma jornada tão cansativa de viagem…

JMJ (Parte 1)

A última questão e a hora. Era a hora exata, a última questão, e quem conseguiria se concentrar?, nem que eu quisesse, o texto passava diante dos meus olhos e o cérebro nada absorvia. Nada de voltar e reconferir, a corrida ia começar, pegar a mala na recepção, junto com a Carol, correr pra estação, comer alguma coisa, não tinha banheiro, digo, tinha, mas era pago; validar o bilhete, não demorou o trem chegou e – corre!, entrar depressa, encontrar o lugar.

A sexta-feira tinha sido corrida. Tirar a barba de manhã, que era pra não ter que viajar assim. Levar a mala e mochila no ônibus – sem esquecer de colocar a nécessaire com escova, pasta, e o resto. Com quem eu ia deixar a mochila? Tanto fazia, depois eu pensava. A aula da manhã transcorreu normal. Almocei com as suíças – mas cheguei atrasado, porque eu fui na mediateca fazer o check-in da volta e imprimir o mapa do metrô até a paróquia. Dificilmente verei a Esther e a Vera de novo… talvez em dezembro, se o der tudo certo pra eu ir com o Ives pra Suíça… À tarde, tínhamos uma improvisação de um programa televisivo, o meu era um jogo de perguntas e respostas sobre a França. Era sorteado, mas eu pedi para sair antes, por causa do teste.

No trem, a moça nos interrompeu. Estava checando os bilhetes de trem. Mostrei o meu. E cadê que eu tinha levado a carte 12-25? (É um cartão de desconto para jovens entre 12 e 25 anos de idade). Tive que pagar a diferença, uns 35€. Ainda bem que o cartão eu não tinha esquecido! Pelo menos ela disse que se eu fosse na gare com o bilhete, a carte e o recibozinho que ela me dera, eu podia ser reembolsado – provavelmente não tudo, mas melhor que nada.

Continuando: o teste, o bendito teste… minha viagem estava marcada para 6h da manhã od dia 19, sexta, mas, somente por causa desse teste, eu tive que adiar para 18h – e era a única possibilidade, e já era uma exceção: como havia muitos estudantes brasileiros que haviam marcado uma viagem antes mesmo de o teste ser anunciado, deixaram que a gente fizesse no dia 19, porque o dia programado era dia 22 pela manhã. Como não havia a mínima chance de chegar segunda de manhã, foi o jeito fazer sexta, mesmo, e chegar sair mais tarde. Ora, uma menina brasileira ia comigo, e, também ela tendo dúvidas sobre o que fazer, mostrei para ela o meu plano e ela quis ir comigo. Sairíamos um pouco mais cedo do teste e partiríamos.

O teste não foi difícil,mas se tivesse um pouquinho mais de tempo… e eu não conseguia fazer a escuta, não conseguia prestar atenção no computador falando… e não conseguia ler o texto… mas terminei bem na hora programada, 17h30.

Não que tenhamos conversado muito no trem, mas conseguimos nos sentar um ao lado do outro. A mãe d’accueil dela lhe havia presenteado com um exemplar de Le Petit Prince, que eu comecei a ler em voz alta. Sim, ler em voz alta em francês é muito melhor, mais emocionante. Paramos um momento. A viagem não foi muito longa – pudera, era o menor trecho!

Chegamos à gare de Lyon. Eu sabia que a gare de Austerlitz era próxima, fomos a pé (não valia nem a pena pagar metrô!). Só pra confirmar, perguntamos para uma moça que passava; para nossa surpresa, ela disse que era um pouco longe e recomendou a gente pegar um ônibus. Como assim? Mas o melhor foi ela se oferecendo para falar inglês com a gente! O.o Uma francesa começando a falar inglês sem nem a gente pedir? Peraí, aqui é a França mesmo? Mas a essa altura do campeonato, inglês é mais fácil de entender.

De teimoso que eu sou, convenci a Carol a ir a pé, mesmo. Eu sabia que era do outro lado da ponte! Atravessamos a ponte e perguntamos para um casal que passava. Pois não é que eles iam exatamente para lá?

No gare, pedimos mais algumas informações, o cara também se ofereceu para falar inglês, mas, enfim, era um balcão de informações. Comemos alguma coisa e entramos no trem. Não to bom. O pessoal que confere os bilhetes passou e logo depois eu dormi.

Acordei só de manhã. Não lembro exatamente o que eu fiz assim que acordei… sei que não demorou muito, chegamos na fronteira, e um pessoal foi checar nossos passaportes. Não sei se era algo oficial ou era do trem, mesmo, se alguém aí souber, pode me dizer. Uns vinte minutos depois, chegamos em Irun.

Irun é uma cidade fronteiriça, no lado espanhol. Como Não havia trem direto para Madrid, àquela hora, comprei uma conexão em Irun. Bem, esperamos uns quarenta minutos na gare (aliás, estación), deu tempo de ir no banheiro lavar pelo menos o rosto (meu último banho havia sido quinta-feira à noite), mas não de tomar café da manhã. Isso foi no trem; meu pedi um café, um suco e um sanduíche básico – mas o café era tão ruim que nem muito açúcar dava jeito! Li o resto do Petit Prince, assisti a um filme espanhol (com legendas, gracias!), fui conversar com a Carol (nesse trem, a gente não tinha conseguido comprar poltronas próximas, ela estava em outro carro)… era engraçado, tinha um cara lendo um jornal em basco, quase na frente dela! Muito estranho, isso (o basco)! Quase do meu lado, do outro lado do coredor da minha poltrona, tinha um casal de russos, ou qualquer outra língua que utilize o alfabeto cirílico; sei que teve uma hora em que eles se abraçaram de lado, e ela começoua pega na virilha dele O.o Depois ele cobriu com o tablet que ele tava lendo, e ela continuou com a mão lá – corri pra poltrona da Carol! Sabe-se lá o que é que eles iam fazer!

Quando chegamos a Madrid… bem, éramos nada. Ainda bem que ela falava espanhol, senão teria sido meio difícil – se bem que eu estava já mais localizado d que ela. Ele precisava ligar para o seu irmão. Tinha que ir para uma parada de metrô não muito depois da minha, na mesma linha. Fomos. Conseguimos comprar os tíquetes, sem problema; linha 1, algumas paradas, Bilbao. Nos despedimos, desci. Linha 4, até o fim: Argüelles. Peguei o mapa que eu tivera o cuidado de imprimir. Não era difícil, mas perguntei só pra confirmar o nome da rua. Segui o caminho indicado, cheguei numa igreja, paróquia do Santíssimo Salvador.

O que aconteceu eu não posso chamar de sorte. Nunquinha! Providência de Deus agindo 100%! Acontece que qase todo mundo já tinha saído. Tinham ido a Cuatro Vientos desdede manhã. Chego ao portão – mesmo aberto, toquei a campainha. Um senhor veio lá de dentro, enquanto isso, na frente da casa (posso chamar de jardim sem dar a entender grama e flores?), alguns jovens descansavam e eu vejo a Geórgia.

Inacreditável, isso: eu havia estudado com ela no 2º semestre da Casa de Cultura; ela era do Shalom, já tinha ido em missão para a França, depois foi fazer um curso de francês na Cultura (quando a conheci), e tinha acabado de sair de uma missão em Israel e estava na Itália, por equanto. Pois bem, pense na surpresa! Que mundo pequeno!

E ela me perguntando como eu tinha chegado,onde estavam minha mochila, meu crachá, minhas coisas, e eu queria exatamente saber ONDE era que eu pegava, e, quando vejo, o senor, lá de dentro, traz a minha mochila! Bendito seja Deus!

A casaparoquial estava fechada, mas eles tiveram a amabilidade de abrí-la para que eu colocasse as minhas coisas lá dentro. Tirei o que eu ia precisar, da mala, tirei o que não ia precisar, da mochila, guardei os tíquetes de refeição e o de passagem na pochete e fomos comer.

No pequeno restaurante, eu não tinha nem ideia do que pedir, pedi uma sopa de tomate (fria, porque era verão) e salsicha com fritas. Disseram que, pelo fim da semana, não aguentavam mais comer coisas desse gênero.  Geórgia, Maria (outra brasileira que vive na Itália, da CV) e eu. E a sopa não era a última Coca-Cola gelada do deserto… na TV, passavam algumas imagens do aeródromo de Cuatro Vientos, e a multidão, o sol, a poeira subindo, os bombeiros jogando água para refrescar… “Tomara que minha mãe não esteja vendo isso!”. Pagamos com meus tíquetes de refeição – ninguém nem olhava as datas, e eu tinha pela semana inteira, ainda! Sério, saí “pagando” refeição a torto e a direito, nesse fim de semana!

Tinha ar-condicionado, no restaurante. Pois bem, assim que abrimos a porta… aquele bafo quente invadiu o lugar, e cadê a coragem de sair? Mas era o jeito… fomos a um mercadinho chinês, comprar cabos de vassoura para as bandeiras (lógico que eu levara a minha!). Mas não tinha máscara de proteção, para proteger da poeira, nem guarda-chuva decente. Pas grave. Voltamos ao jardim da casa paroquial, onde cochilavam, ainda. Quase todos italianos. Ora, eu pedira para ficar com o Shalom da Itália (na verdade, fora um teste, eu não esperava que fosse dar tão certo; mais pro fim de junho, eu consegui pedir a “relação de confiança” com o Shalom do Brasil, mas acho que já estava muito em cima) (além do mais, o Shalom da Itália estava numa paróquia até bem localizada, enquanto o pessoal do Brasil foi pra Guadalajara! Uma hora de trem de Madri!). Ainda bem que havia outros brasileiros, mas todos eles falavam italiano (a Geórgia, mais ou menos, mas ela falava tão sem inibição que eu jurava que ela falava direitinho!). De vez em quando, eu tinha que parar e perguntar o que as coisas significavam.

Antes de ir, passamos ainda num supermercado – aproveitei que eu havia esquecido a toalha e comprei uma, bem como uma bebida gelada (uma das poucas do mercantil) e um Kinder Joy (era muito barato!)

Bem, fomos a Cuatro Vientos. Partimos de metrô, trocamos de estação, fomos até a parada que devíamos, subimos, pegamos um ônibus que dava para perto do aeródromo, e começamos a andar. E pense num andar! Bem, no meio do caminho, alguns brasileiros disseram que por aquele lado não se entrava mais. Bem… ficamos na dúvida, mas a teimosia venceu – porque italiano, além de falar cantando, comer macarrão e falar com as mãos, É teimoso! Pois bem, fomos adiante.Outras pessoas disseram a mesma coisa. Andamos e andamos e andamos e andamos e nunca ia chegar, e eu ia perto dos brasileiros para poder falar português e andamos e andamos e chegamos e não podia mesmo entrar, tentaram falar com os voluntários que estavam à grade, não podia, não sei nem por quê, parece que muita gente que não tava inscrita tinha ido já sexta-feira, dormir lá, enquanto não tinha controle de quem entrava, e tinha muito mais gente que o esperado, lá. Bem, ficamos de fora. Havia ainda um telão, lá fora – foi assim que vimos o que se passava. Acomodamo-nos num lugar nada mal – c’était pas le Bizance, mas dava pra ver.

Fiquei tão contente que o espanhol falado nos alto-falantes era bastante lento! Porque os espanhóis falam DESESPERADAMENTE rápido! Bem, dava pra entender – e o que não dava, tinha a tradução em inglês, depois. Escutar foi até fácil, mas falar espanhol… é uma musculação para a língua, certeza! Dói. E é uma língua feia, também. Está próximo do fim da minha lista de prioridades de língua a aprender, perto da língua dos inuits, do pirarrã e do idioma extinto de Betelgeuse III (porque eu não tenho línguas suficientes para pronunciá-lo). Até o catalão goza de mais respeito que o espanhol, no meu conceito, pelo menos é uma cópia um pouco mais bem-feita do português.

Pois bem, o papa chegou. É óbvio que a única forma de vê-lo era no telão. A primeira coisa que ele fez foram responder às perguntas de cinco jovens adultos – [escrever as nacionalidades e as línguas]. Depois de algumas palavras do Santo Padre, começou a chover. Um vento muito forte, uma chuva vinda do nada – mas já era de se esperar, havia já uns vinte minutos que havia começado a surgir relâmpagos muito fortes, ao longe! Mas quem iria desistir por causa de uma chuvinha?! Eu e o Marcelo, outro brasileiro, nos abrigamos debaixo de um guarda-chuva, e eu coloquei meu colchão de um lado, já que ele era de borracha (não, mãe, eu não coloquei o lado de dormir para fora), começamos a rezar para que aquela chuva não interrompesse aquele evento, aquele momento. Rezamos um mistério. A chuva deu uma diminuída, os apresentadores falaram que o Bento tinha pedido orações – mais um mistério. Pouco depois, a chuva parou. Engraçado é que tinha uns brasileiros do nosso lado (não do nosso grupo) que ficaram cantando e dançando na chuva. Sim, sim, e não éramos todos loucos, por acaso, de estar ali? Não era também eu um dos piores loucos, da minha arriscada empreitada?

As coisas se acalmaram. Um tempo em nada. Até bastante tempo. Alguns se prontificaram a ir pegar a comida. Pois foram bem na hora da adoração. Quando eu vi o ostensório imenso, aquela custódia magnífica, e o vigário de Sua Majestade que O colocava em Seu Trono de Glória… tinha como não pensar na beleza do Rei dos reis? Tinha como não pensar no Senhor do universo, em toda a Sua Glória, observando amorosamente todo a cada um de seus filhos queridos, os jovens, as virgens prudentes do Evangelho? No Esposo que chega na liteira de Salomão e convida sua amada para ir com Ele? No Amor com que Deus ama o mundo? E, apesar disso, ou talvez mesmo por isso, no cuidado pessoal que Ele tem para com todos? Sim, Ele que me ama apesar de mim mesmo, que não me tira nada, mas que me dá tudo… queria muito tentar descrever a adoração, mas me é tão impossível quanto tentar descrever o próprio Deus: conheço-o, mas não é possível descrevê-lo, dado que Ele me ultrapassa em todos os sentidos, em toda a minha capacidade de dizer qualquer palavra – e isso é escrevendo, porque falando…  nem pro começo!

Finda a adoração, chegaram os jantares. O Bento disse ainda algumas palavras. E até amanhã! Bem, antes de sair, um pedido: desimpedir as vias, que estavam cheias de gente, para que o papa pudesse passar. OK.

Como bastante gente ia sair – principalmente os madrilenhos – tentamos entrar. Pelo portão que a gente tinha entrado antes, não podia. Tentaram se aproveitar de brechas no portão. Os guardas nos impediram de prosseguir, mas ainda insistiam. Muita má-fé, pro me gosto… depois de um pouquinho de polêmica, fizemos uma votação: iríamos arrodear o aeródromo para tentar entrar ou ficaríamos lá mesmo? Ganhou o tentar entrar. Andamos todo o caminho que percorrêramos à tarde, viramos à esquerda e chegamos ao portão 2 e – nous voilá!

No meu crachá, assim como na maior parte do nosso grupo, estava escrito E5, mas quase toda a galera do Shalom estava no F6. Bem, fomos procurar um lugar no F6, pra dormir. Foi difícil, mas deu. Antes de dormir, banheiro, escovar os dentes, e pegar as sacolas de piquenique. Ainda bem que tinha água, dentro! Depois de algum tempo, adormeci. Acordei várias vezes durante a noite, de desconforto – peguei minha mochila e coloquei na cabeça – de frio – peguei a toalha que eu tinha comprado e me cobri com ela – etc. Não acordei com formigas – gracias!

[continua…]

Roissy

O hotel era muito bom. Meu quarto era o 318, no terceiro andar. Tinha vista pro estacionamento dos ônibus… ¬¬ Mas eu gostei. A descrição do hotel está no vídeo.

 

 

Gravei isso (horrível!) logo antes de me deitar (ou seja, nem cheguei a ver o céu noturno) (deve ser estranho olhar pro céu e não procurar imediatamente o Cruzeiro do Sul!). Antes disso, eu cheguei ao hotel, abri o quarto, deixei as malas no chão e me joguei na cama!

Logo depois, fui tentar acessar a internet. Tinha no panfleto que o Wi-fi era incluso no preço, mas a página inicial tinha um “compre um pacote da Hub Telecom” e um especo para usuário e senha. Liguei pra recepção e desci pra pegar um cartãozinho com a senha. Coloquei algumas coisas no Facebook, tomei um banho. Liguei pra recepção, perguntando se eles não tinham um adaptador de tomada. Ter, não tinham, mas tinha uma máquina que vendia. 6,50 EU (alguém me ensina a escrever o símbolo de euro, que no meu notebook era pra ser Alt GR + 5, mas aparece isso: ¢). Bem, eu ia ter que comprar, mesmo…

O jantar foi meio caro. Quase eu não consigo entender como era; tinha o maître (parecia coisa de filme!) e tinha as opções de cardápio à La carte ou bem buffet (=self service), mas tinha que pedir por pacote – peguei de 19,00 EU por prato principal + sobremesa liberados. Suco de laranja. Deu 21,20 EU. Se todo dia o jantar for a esse preço, é bom eu aprender a cozinhar logo! Voltei pro quarto, a Iara tava online. Baixei o Skype pra falar com a minha família. Foi legal, vê-los! Garanti a eles que tava tudo bem, “mostrei” meu quarto, ouvi alguns conselhos (não vá sair por aí e se perder, viu?) Mães… são tão preocupadas… agradeço muito à minha por isso!

Tava na hora de a Iara ir pro Shalom e desligamos. Eu fiquei na net mais um pouco. Um tempinho depois, meu pai entrou no Facebook. Disse que ele e a mãe iriam à Missa todos os dias, já que eu não ia poder, aqui. Eu… eu faltei foi me acabar de chorar, quando ele disse isso. Foi rápido: eu li a mensagem normal, terminei já com a cara vermelha, as lágrima saindo. Eu tenho os melhores pais do mundo!!!! Tenho a amargura de dizer que penso que não faria por eles o que eles fazem por mim… chorei intermitentemente até a hora de dormir. Num desses intervalos de choro eu gravei o vídeo do quarto!

Antes de dormir, noutro intervalo, liguei pra recepção, perguntando se existia alguma igreja pra ir à Missa no dia seguinte. A moça disse que sim, na igreja da vila, que era a uns 5min a pé do hotel. A Missa era às 9h. Coloquei o despertador pra 7h50.

Acordei com um pouco de sono. Tomei banho, me vesti e fui tomar o café. Esse, pelo menos, era livre. Um pãozinho (não quis partir uma baguette). Escovei os dentes, perguntei onde exatamente era a igreja, a mulher da recepção me deu um mapa. Não era longe.

Roissy parecia uma vila cenográfica; ruas cheias de flores, casas com um estilo meio antigo, postes de ferro (consigo imaginá-los sendo acesos com fogo). Mignone, se diria aqui. A igreja era relativamente pequena, tinha cara de antiga (dentro tinha uma placa pedindo orações pelos soldados mortos de Roissy entre 1914 e 1918!) A parte do fundo da igreja, onde tem o sacrário, também parecia antigo, num estilo gótico. Consegui entender quase tudo; o padre falava fácil, pausadamente. Não tinha jornalzinho da Missa, mas tinha filhinha de cânticos. Não eram os mais bonitos do mundo, mas é melhor que as Missas da semana, em Fortaleza. A senhora na minha frente tinha um livreto, do tamanho do Pão da Vida, “Prions en Église”, da liturgia. Pedi para olhar. Hoje era celebrado Corpus Christi, ainda! E tinha tão pouca gente, na igreja… acho que menos que a Missa de 6h30 na igreja de Fátima (proporcionalmente). Oração eucarística não tem respostas, foi estranho. Mas a estrutura era a mesma: entrada, sinal da cruz, Kyrie, Glória, liturgia da Palavra, homilia, credo (rezei o credo em português, mesmo, que era difícil acompanhar em francês), preces, ofertório, oração eucarística, Pai Nosso, abraço da paz (La paix du Christ) , Agnus, comunhão (em duas espécies, hoje). A hóstia parecia feita artesanalmente, tinha uma coloração como se tivesse ficado um pouquinho tostada. Um pouco crocante. Muito bom, receber Jesus assim. Umas homenagens ao padre, que estava indo embora, última vez que celebrava naquela igreja (detalhe: só tinha Missa ali no 1º e no 4º domingos do mês, foi sorte eu ter chegado num 4º domingo!).

Voltei rápido, com medo que o ônibus (car em francês =ônibus de viagem, diferentemente dos bus, urbanos) já fosse. Esperei quase até quinze pro meio-dia, quando me ligaram da recepção. Entrei no ônibus e me sentei perto do fundo. Justamente do lado dos dois outros brasileiros do ônibus! Estou escrevendo do ônibus, aproveitando o tempo. (Claro que isso foi publicado depois, mas e escrevi tudo no ônibus (este post e o anterior). A previsão é de chegarmos a Vichy perto das 20h (umas 15h o Brasil).

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(as fotos sem legenda são o caminho entre o hotel e a igreja, pela avenida Charles de Gaule)

*Em tempo: chegamos por volta de 18h30; jantei carne com cenoura na entrada, spaggheti como prato e flan de sobremesa.

Viagem

Foi tanta coisa que nem deu tempo de parar para escrever! Mas vou tentar por partes.

O vôo foi muito bom. Saiu um bocadinho atrasado, mas sem problemas. Quem tava lá viu: na hora da despedida, eu não chorei até o último momento, quando dei o último abraço (eu já quase chegando ao embarque) na minha mãe chorando. Entrei chorando, na fila do detector de metais. Depois passou.

Na sala de embarque, eu queria pelo menos comprar uma água. Não tinha mais real O.o sorte que tinha um cartão de crédito, aqui, e ainda consegui! Pouco depois, o embarque começou e eu entrei no avião. Lá,na minha cadeira, já tinha um cobertor e um travesseirinho me esperando, embora não fizesse frio. Ainda. O avião era grande, tinha três fileiras, as próximas às janelas com três poltronas, as do meio com quatro.

Quando o avião decolou, não lembro a hora, mas acho que era perto das 21h, o sistema de entretenimento começou a funcionar. Tinha jogos – joguei primeiro um jogo de um homem das cavernas que era a cópia do Pacman – mas era o homem das cavernas, os fantasmas eram mamutes e o “especial” era uma clava. Depois joguei damas (não pode comer pra trás…), depois comecei a assistir Cisne Negro. Sei lá, o filme é… estranho. CLARO que eu saltei a parte em que ela chega com a amiga da noite das dorgas. E em português de Portugal! (“Quer dizer que você teve sonhos ‘húmidos’ comigo?” – húmido deve significar algo relativo a libido).

O jantar foi o mais consistente que eu já vi em avião: salada tabule (parecia alface com alguns vegetais em cubos e muitos grãos de algo que eu espero que não seja alpiste), tinha a opção de caçarola de frango com arroz de coentros ou guisado de surubim com purê de banana terra (escolhi a primeira, embora eu acho que o que tinha lá era purê de arroz de coentros), bolo de maçã com castanhas, mais dois pãezinhos, duas bolachas estilo ‘Cream cracker’ (ou creme craque, como preferir) manteiga e um creme que eu acho que era um tipo de requeijão. Suco de laranja.

Terminei o filme, joguei batalha naval, paciência, e fui tentar dormir. Jaqueta e cobertor. Acho que dormi um pouco, epois teve um lanche (pão de leite com queijo minas e tomate). Suco de laranja. Depois daí, fique só dormindo e acordando, olhava na tela, faltava 1h, dormi de novo, acordava, 55min… até o pouso.

Havia o corredor era IMENSO! Tinha até umas esteiras, achei legal que o povo andava, não esperava ela te levar (tirando uma ou outra pessoa – do Brasil, é claro “¬¬) Na imigração, eu fiquei na fila com a Izadora, da turma da Iara a dança, e as amigas dela, que iam para Toledo, pela Uece. Fila imensa! E tinha tudo que é tipo de gente – uns com cara de árabe, chineses, africanos em trajes de seus lugares… chegando a minha vez, era só entregar o passaporte, ele viu o visto pra França, a passagem… foi tudo. Fui pra a sala de embarque. Ainda bem que foi em português, pelo menos não teve falha de comunicação.

Na sala de embarque, eu comprei um lanche, gastando meus primeiros euros. Sanduíche de queijo e – suco de laranja. Depois, imagine uma máquina daquelas de jogos eletrônicos (sem ser um fliperama, estilo arcade). Agora, no lugar de botões e alavancas, tem um teclado, e no lugar de uma demonstração do jogo tinha o preço (10 min = 1 euro, só rodava a partir de 1 euro). Pois foi num negócio desses que eu acessei a internet. Mandar um recadinho no Facebook, pai e mãe tá tudo bem, etc. Antes disso, eu gastei 1,50 EU tentando acessar de uma máquina que simplesmente recebia o dinheiro mas não computava nem liberava a internet: continuava como se eu nunca tivesse depositado nada! Ò.ó

Consegui rezar na sala de embarque ainda, mas no final, eu começava uma palavra e chegava ao final dela cochilando! Depois, eu dei um cochilo, mas programei meu despertador. Acordei 5min antes de ele me despertar, quando abriu o embarque (quase eu programo para a hora exata!). Passava pelo pessoal da TAP e depois tinha um ônibus pro avião (o desem barque tinha sido direto, na chegada a Lisboa).

O avião era menor, duas filas de três assentos. Dormi assim que ele chegou a altitude de cruzeiro e eu pude inclinar a poltrona. Acordei, minha bandeja estava abaixada, tinha um lanche sobre ela e o carrinho da bebida ia passando. Pelo menos, eu acho que só acordei nessa hora (ou será que eu mesmo baixei a bandeja e não lembro? – Minha cara, fazer isso…) Bebida. Suco de laranja. Depois, dormi de novo, acordei quando o pouso começou e dormi de novo, acordei pouco antes da aterrissagem (ou aterragem, como diria o comandante).

Pegar as malas e sair. Me voilá em France! Tinha um cara da Égide me esperando, lá. Até que eu consegui entender o que ele dizia! ^.^ Mas ele falava mais devagar que o normal, tenho certeza. Fomos pegar meu dinheiro (j’avais jamais eu autant d’argent dans ma vie!) e fomos para o hotel – que era do outro lado do mundo (eu desci no aeroporto de Orly, o hotel era perto do Charles de Gaule, o outro aeroporto), numa vila chamada Roissy-em-France, que parecia até uma cidade de boneca ou coisa o gênero. Mas isso é pro próximo post.

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