Primeiro dia de aula – Cavilam

Bem, Vichy é uma cidade (um pouquinho) maior do que eu pensava, tem por volt de 25 mil habitantes. É maior que Roissy (2 mil e pouco). BEM maior. A casa onde eu estou, do Sr. e Sra. Piombini, é um pouco afastada do centro, mas não demora muito pra chegar lá de ônibus. M. Piombini é quem está pagando meu ônibus! Hoje, na volta do Cavilam, ele comprou uma espécie de cartão, como um vale tranporte, mas, até onde eu entendi, não é recarregável. Mas antes de voltar, é bom eu ir, certo?

Quase não consegui dormir esta noite. Fuso horário, acho. Acordei 6h35, café da manhã: pão (torrada), geleia e café com leite (eu gostava tanto do café de mamãe…), depois fomos para a parada. Os ônibus aqui são legais: são bastante pontual! Entra-se neles pela frente, não tem cobrador, só o motorista e um leitor de cartões. Quase ninguém paga em dinheiro,mas se pagar, é com o motorista.

Descemos no centro de Vichy, num lugar chamado Quatre Chemins (quatro caminhos), porque é o encontro de quatro grandes avenidas da cidade. Estava meio perdido, não conhecia muito bem Vichy; ele me apresentou o Quatre Chemins, passamos em frente à igreja de Saint Louis e depois a um quarteirão de Saint Blaise. O Cavilam não era muito longe.

A princípio, não tinha encontrado os brasileiros. Pouco depois das 8h, fomos ao auditório, onde nos acolheram, aplicaram o teste de nível (uma prova de “gramática” (uso da língua, talvez…), uma de compreensão textual e uma de escuta (juro como na última parte da escuta eu não entendi nada do que aquele velho/velha falava…) (não era um velho falando na frente da gente, era uma gravação!). O resultado sairia às 14h15 (sim, eles usam sempre o sistema 24h, mesmo na linguagem coloquial; é raro dizerem 2h30 da tarde…). Pois, bem, eu me sento num lugar aleatório e o que eu vejo à minha direita? Brasileiros!  Eles iam entregando as carteiras de estudante por país; cada país que eles chamavam, todos os que vinham daquele país saíam e iam pegar as carteirinhas. Fiquei ansioso pelo Brasil; foi o terceiro país (depois de Austrália e Áustria). A China veio logo depois – saímos depressa, que os chineses são MUITOS! Por onde passam, há multidão O.o E o nível de francês deles não é muito bom…

Há atividades culturais organizadas pelo Cavilam. Hoje, por exemplo, haveria um passeio por Vichy; havia uma lista para se inscrever. Não demorou muito para encher a primeira folha (e era bem grande, tipo A3, sei lá…). Mas sim, fomos comprar nossas fichas do RU, esperamos ele abrir e almoçamos. Para bolsistas, a ficha custa 3 EU, mais 0,80 EU por uma lata de refrigerante. Saudades do R$ 1,10 da UFC… o RU abriu. Entramos, os brasileiros. Havi pão (sempre!), três opções de entrada, três de sobremesa, depois o prato. Peguei algo que parecia um macarrão, mas na verdade era algum tipo de vegetal com bastante maionese temperada. Gostei! O bife estava mal passado, mas itnha bastante batata frita e vagem. A sobremesa parecia um pudim, só que com ameixa. Saudades do RU da UFC no more!

Depois do almoço, fomos andar em Vichy. Havia dois que estavam atrás de planos de telefonia para iPhone; passamos em duas, Orange e SFR. OK, se eu conseguir um celular a um preço bom, eu já comemoro… (sugestão do dia: esperar o lançamento do iPhone 5 pra comprar um iPhone 4 barato ^.^ )

Voltamos perto de 14h10, as turmas já haviam sido divididas. Não fiquei com nenhum brasileiro… De fato, na minha sala havia duas norueguesas, uma japonesa, uma americana, uma germano-americana, uma suíça, e outras pessoas cuja nacionalidade e não lembro, mas só tinha mais um homem na sala, além do professor e de mim. E o nível… ele entregou um papel que tinha escrito B2 +3! Pra ter uma ideia, na Europa, quem aprende uma língua tem6 níveis, numa escala: A1, A2, B1, B2, C1, C2; A é iniciante, B é intermediário e C é domínio da língua; ano passado, eu fiz prova e consegui DELF A2, ainda! O B2 seria uma turma avançada o suficiente para estar no meio do nível B2! Até eu fiquei surpreso!!! Teve uma atividade em dupla, umas frases com lacunas para clocar o verbo no tempo verbal correto. Pra mim, era um pouco autmático, porque os tempos verbais são um pouco parecidos em português e francês; mas eu fiquei com a germano-americana, e ela sempre tinha que buscara a justificativa para cada tempo verbal (expressa incerteza; é uma ação começada quando a outra acabou, etc.). Depois, acabou.

Terminando, M. Piombini iria me pegar, mas ele estava demorando. Então, saí. Fui visitar a igreja de Saint Blaise (São Brás, acho). Belíssima! São duas igrejas acopladas; a mais antiga, que existia desde a idade média, mas foi reconstruída no século XVII, era dedicada a Nossa Senhora dos Doentes. A nova, mandada construir por Napoleão III, era maior, e dedicada a São Brás. Tinha um altar também para São Francisco de Sales e São João Maria Vianney (este em reforma). No fundo da igreja, um panfleto mostrava as atividades da semana. Missa em Saint Louis às 17h! Ohlalá! Dei uma passadinha no Cavilam, pra ver se meu pai não havia chegado, depois fui à igreja de São Luís (não me pergunte qual Luís!). O padre falava mais rápido que o de Roissy, mas deu pra entender um bocado. Fiquei contente! Acho que vou comprar um livrinho pra seguir a Missa, vou olhar numa livraria de artigos religiosos que tem em frente à Saint Blaise.

Depois da Missa, voltei pro Cavilam. Cadê M. Piombini? Me sentei, liguei meu notebook, coloquei meu usuário e senha (que vêm escritos na carteira de estudante). Assim que consegui acessar, ele se sentou ao meu lado. Pegamos o ônibus de volta para casa. Tomei banho. Não jantei, que tinha o passeio por Vichy; desci, peguei o ônibus (como eu cheguei muito em cima da hora, acho que o ônibus de 19h08 já tinha passado, tive que esperar um de 19h28).

O passeio pelo Cavilam, eu conto depois; por ora, as fotos!

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