Sábado sozinho

Bem, chegou o sábado. Dia de faire la grasse matinée, como me disse o M. Piombini. Verdade: acordei 11h15! Mas deu tempo de tomar café da manhã e ir ao correio (La Poste). Cartão postal para alguém. Do Château de Billy! (Porque eram os únicos que eu tinha, diga-se de passagem. O pior é que o espaço do CEP não cabia um código do Brasil, mas não faz mal. O selo não é bem um selo, pelo menos o que eu comprei; era um adesivo sem figura, só um nome dizendo que havia sido pago.

Hoje foi um dia forever alone – pra quem sabe o que é isso. Não que tenha sido solitário, mas não foi nem um pouquinho social: fui ao correio só (até aqui, tudo bem); depois almocei sozinho (que triste) (pior que eu nem consegui encontrar a Cafétéria de Paris, almocei num outro restaurante por lá; 8,80 EU, se bem me lembro. Empanado de peixe, macarrão, arroz, molhode tomate, mais morango, kiwi e uma fruta cujo nome eu não me lembro – mais pão, claro.

Depois, o cinema.

Kung Fu Panda 2 é ótimo, mas a melhor é parte é entender o filme! Inclusive palavras que eu aprendi essa semana – por exemplo, paon, que se pronuncia “pon”. É uma sensação maravilhosa, é como dizer “eu estou aprendendo o francês de verdade”. E avançando bastante, até! Acho que o ouvido, querendo ou não, acaba se acostumando à língua. Ou talvez seja porque o filme é infantil, eles falam mais claramente. Prefiro a hipótese 1. O que não significa que eu consiga entender uma turma de jovens que entrou no banheiro masculino – só dava pra saber que eles estavam falando francês pela sonoridade, mas nã consegui captar uma palavra. Mas o tempo virá…

Terminado o filme, fui a uma loja da Orange para comprar um chip para o celular. Ainda vou comprar um celular novo – um iPhone, se possível – mas prefiro deixar para quando chegar a Marseille, geralmente os preços para pacotes celular + fixo (+internet, e não tiver na residência, ou se for ruim) saem mais em conta, inclusive com direito a ligações internacionais! Espero que o resto do pessoal se convença a ter um número de telefone desde aqui, principalmente se for Orange! Mas eu iria precisar do meu, caso eu queira sair e voltar depois das 20h (o último ônibus passa no Quatre Chemins – o centre commercial, como um shopping – às 19h41), aí eu posso ligar pro M. Piombini ir me pegar (se ele já tiver se colocado à disposição para tanto, é claro) ou chamar um táxi (quando eu descobrir o número de um, eu ligo).

Fui rezar na igreja de Saint Blaise; todos os dias tem adoração, cada dia numa igreja diferente (pelo menos, em se tratando de St Blaise St Louis), e no fim tem Missa (segunda, quarta e sexta às 17h em St Louis e terça e quinta, 18h30 na St Blaise). A Missa de hoje, sábado, era na Saint Louis. 18h. Missa do domingo – pude estrear de fato hoje o livrinho da liturgia que eu comprei – antes, eu olhava só as respostas dos ritos; hoje eu companhei as leituras (mas das outras vezes eu conseguia entender, também, mesmo sem ler; a atenção é que…). Foi bem agradável.

Voltei para casa e – voilá! Meu dia sozinho, mas nem por isso desagradável.