Viagem

Foi tanta coisa que nem deu tempo de parar para escrever! Mas vou tentar por partes.

O vôo foi muito bom. Saiu um bocadinho atrasado, mas sem problemas. Quem tava lá viu: na hora da despedida, eu não chorei até o último momento, quando dei o último abraço (eu já quase chegando ao embarque) na minha mãe chorando. Entrei chorando, na fila do detector de metais. Depois passou.

Na sala de embarque, eu queria pelo menos comprar uma água. Não tinha mais real O.o sorte que tinha um cartão de crédito, aqui, e ainda consegui! Pouco depois, o embarque começou e eu entrei no avião. Lá,na minha cadeira, já tinha um cobertor e um travesseirinho me esperando, embora não fizesse frio. Ainda. O avião era grande, tinha três fileiras, as próximas às janelas com três poltronas, as do meio com quatro.

Quando o avião decolou, não lembro a hora, mas acho que era perto das 21h, o sistema de entretenimento começou a funcionar. Tinha jogos – joguei primeiro um jogo de um homem das cavernas que era a cópia do Pacman – mas era o homem das cavernas, os fantasmas eram mamutes e o “especial” era uma clava. Depois joguei damas (não pode comer pra trás…), depois comecei a assistir Cisne Negro. Sei lá, o filme é… estranho. CLARO que eu saltei a parte em que ela chega com a amiga da noite das dorgas. E em português de Portugal! (“Quer dizer que você teve sonhos ‘húmidos’ comigo?” – húmido deve significar algo relativo a libido).

O jantar foi o mais consistente que eu já vi em avião: salada tabule (parecia alface com alguns vegetais em cubos e muitos grãos de algo que eu espero que não seja alpiste), tinha a opção de caçarola de frango com arroz de coentros ou guisado de surubim com purê de banana terra (escolhi a primeira, embora eu acho que o que tinha lá era purê de arroz de coentros), bolo de maçã com castanhas, mais dois pãezinhos, duas bolachas estilo ‘Cream cracker’ (ou creme craque, como preferir) manteiga e um creme que eu acho que era um tipo de requeijão. Suco de laranja.

Terminei o filme, joguei batalha naval, paciência, e fui tentar dormir. Jaqueta e cobertor. Acho que dormi um pouco, epois teve um lanche (pão de leite com queijo minas e tomate). Suco de laranja. Depois daí, fique só dormindo e acordando, olhava na tela, faltava 1h, dormi de novo, acordava, 55min… até o pouso.

Havia o corredor era IMENSO! Tinha até umas esteiras, achei legal que o povo andava, não esperava ela te levar (tirando uma ou outra pessoa – do Brasil, é claro “¬¬) Na imigração, eu fiquei na fila com a Izadora, da turma da Iara a dança, e as amigas dela, que iam para Toledo, pela Uece. Fila imensa! E tinha tudo que é tipo de gente – uns com cara de árabe, chineses, africanos em trajes de seus lugares… chegando a minha vez, era só entregar o passaporte, ele viu o visto pra França, a passagem… foi tudo. Fui pra a sala de embarque. Ainda bem que foi em português, pelo menos não teve falha de comunicação.

Na sala de embarque, eu comprei um lanche, gastando meus primeiros euros. Sanduíche de queijo e – suco de laranja. Depois, imagine uma máquina daquelas de jogos eletrônicos (sem ser um fliperama, estilo arcade). Agora, no lugar de botões e alavancas, tem um teclado, e no lugar de uma demonstração do jogo tinha o preço (10 min = 1 euro, só rodava a partir de 1 euro). Pois foi num negócio desses que eu acessei a internet. Mandar um recadinho no Facebook, pai e mãe tá tudo bem, etc. Antes disso, eu gastei 1,50 EU tentando acessar de uma máquina que simplesmente recebia o dinheiro mas não computava nem liberava a internet: continuava como se eu nunca tivesse depositado nada! Ò.ó

Consegui rezar na sala de embarque ainda, mas no final, eu começava uma palavra e chegava ao final dela cochilando! Depois, eu dei um cochilo, mas programei meu despertador. Acordei 5min antes de ele me despertar, quando abriu o embarque (quase eu programo para a hora exata!). Passava pelo pessoal da TAP e depois tinha um ônibus pro avião (o desem barque tinha sido direto, na chegada a Lisboa).

O avião era menor, duas filas de três assentos. Dormi assim que ele chegou a altitude de cruzeiro e eu pude inclinar a poltrona. Acordei, minha bandeja estava abaixada, tinha um lanche sobre ela e o carrinho da bebida ia passando. Pelo menos, eu acho que só acordei nessa hora (ou será que eu mesmo baixei a bandeja e não lembro? – Minha cara, fazer isso…) Bebida. Suco de laranja. Depois, dormi de novo, acordei quando o pouso começou e dormi de novo, acordei pouco antes da aterrissagem (ou aterragem, como diria o comandante).

Pegar as malas e sair. Me voilá em France! Tinha um cara da Égide me esperando, lá. Até que eu consegui entender o que ele dizia! ^.^ Mas ele falava mais devagar que o normal, tenho certeza. Fomos pegar meu dinheiro (j’avais jamais eu autant d’argent dans ma vie!) e fomos para o hotel – que era do outro lado do mundo (eu desci no aeroporto de Orly, o hotel era perto do Charles de Gaule, o outro aeroporto), numa vila chamada Roissy-em-France, que parecia até uma cidade de boneca ou coisa o gênero. Mas isso é pro próximo post.

Este slideshow necessita de JavaScript.