Chegada a Marseille (2)

Quarta-feira, tomamos café na padaria ao lado do Dia; logo em seguida, fomos ao hotel, buscar as coisas dele, porque ele iria morar comigo. Até hoje, não sei se é permitido, na residência, mas ninguém da direção ainda viu, então…

Cheguei atrasado na aula. Pas grave. Comi no RU pela primeira vez – no andar de baixo, que o de cima (o lugar onde se come, normalmente) estava fechado. Havia pizza e bife com queijo e fritas. Escolhi o bife e acabou. Como a fila demorasse, mudei para pizza. É claro que o bife chegou assim que eu mudei de ideia. À tarde, fomos a uma visita de Marseille: visitamos a basílica de Notre Dame de la Garde (Nossa Senhora da Guarda), a “Bonne Mère” (a Boa Mãe), mãe de todos os marselheses e de sua cidade; uma igreja construída na colina mais alta de Marseille, encimada por uma estátua da Mãe Maria com o Jesusinho nos braços, que pode ser vista de quase todo lugar – e, por conseguinte, pode ver praticamente tudo. Era isso que o pai dissera ter visto de bonito da gare Saint-Charles (a estação de trem).

E, de fato, é muito bonita.

Por fora, muito bonita! Branca e marrom; por dentro, muitos ex-votos sob formas de placas (mas esses são habituais), quadros e barquinhos pendurados no teto! Isso é bem característico dessa igreja, as outras têm só as placas de agradecimento.

Sim, sim, très jolie la Bonne Mère… de fora, tem até algumas lunetas que permitem olhar a cidade inteira… dava para ver o Château d’If, lugar onde teria sido preso Edmond Dantès, o conde de Monte Cristo, mas isso eu explico depois. Depois, descer até o Palais du Pharo a pé; no caminho, um quiz para responder, endo que perguntar aos marselheses, as respostas. Não foi difícil.

O palácio também é bonito, mas ainda não sei bem o que é. Quando eu olhar na internet, eu descubro. Fizemos um piquenique, lá, muito bom! Depois, tínhamos, cada um, que apresentar seu país, sua cidade. Fazer um desenho do Brasil – depois que o Eduardo estragou o primeiro desenho (uma gota, ou um cocô de desenho animado invertido), sobrou para mim. Mas até que ficou direitinho! Desenhamos algumas árvores na Amazônia,  o Cristo Redentor, o Congresso Nacional, uma jangada, alguns prédios em São Paulo, uma rede com coqueiros, vacas e campos… e uma interrogação no Acre, claro.

No fim, quando íamos saindo, uma roda de capoeira. Como assim, capoeira em plena França? Mas se o centro é o Maghreb e a residência é o extremo-oriente, por que o Pharo não pode ser o Brasil?

Voltamos para casa, e já tinha o que comer: pão com queijo em fatias (parecia Polenguinho, tão bom!); meu ai havia comprado quiche, deu pra estrear o micro-ondas (que já havia vindo como quarto).

Quinta… tinha aula das 10 às 18h. Café da manhã com a coordenação, antes. Meu pai iria passar em outro supermercado (o a que ele fora na véspera, o Dia, era bem ruinzinho), o Intermarché. Esse ele achou bom! Comprou mais comida, rodo, vassoura, pá, etc. Muito bom. À tarde, eu faltei aula para ir de volta chez IKEA, comprar a cômoda e outras coisinhas. Jogo americano (aquelas coisas que se coloca sobre a mesa, debaixo dos pratos), pratos pequenos, organizador de papeis, e outras coisas; não ainda para levar o travesseiro do pai nem o outro cesto de lixo, porque iria ocupar muito espaço, e a cômoda…

A cômoda vinha numa caixa não muito grande, mas o peso era imenso – acrdito que passasse de 50 kg! E levamos de ônibus, eu e o pai. Foi difícil, chegamos em casa com os braços doendo (e olha que deu para pegar os ônibus direitinho!). Começamos a montar. Paramos para r à Missa – afinal, era aniversário dele!

Chegamos no metrô, esperamos um pouco, o metrô demorava a partir; não sei por quê, estava fazendo a última parada na Gare de Saint-Charles; um guarda lá recomendou pegar a linha 2 e parar na próxima parada; quando vimos no mapa, era muito longe, e já estávamos atrasados. Bem, já que estávamos ali… pegamos o tram (uma espécie de bonde moderno, com cara de trem mas com a fiação em cima e menor) até uma parada onde tinha como pegar direto o metrô 1. Atrás da parada, havia um supermercado. Entramos, procurando um martelo. Nada. Recomendaram seguir numa direção lá, seguimos. A loja de construção e jardinagem estava fechada.

Voltamos. Comemos. Arroz de sachê, salame e presunto. Muito bom! Logo depois, continuamos a montar a cômoda. Os pregos, deixamos para o final. Gaveta após gaveta, montamos as quatro. Só precisava pregar o fundo. Com os pequenos alicates e a chave de fenda, conseguimos martelas todos os pregos. Colocamos no lugar, colocamos as gavetas e – voilá! Uma cômoda novinha em folha! Aproveitei e já coloquei minhas roupas lá.

Sexta, aula. Tinha que entregar a documentação da École (eu tinha conseguido fazer a assurance na véspera). Depois fomos à praia. Era uma praia estranha, com pedrinhas em vez de areia. Engraçado… fizemos um piquenique. Eu e mais alguns brasileiros passeamos um pouco, o Eduardo quis tirar fotos das mulheres de topless. Parecia um meninozinho de 8 anos, coitado…

Depois de comer, um passeiozinho para o outro lado, com três outros brasileiros e uma mexicana. Um brasileiro e a mexicana estavam sem sandálias… era difícil andar sobre as pedras descalço. Desafio. Bem, voltamos, eu quis logo ir embora com meu pai. Melhor assim. Não queria acordar muito tarde.

O sábado foi especial, merece um capítulo à parte! Enquanto isso, dá pra cutir um pouquinho as fotos da visita de Marseille. À bientôt!

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