De volta a Vichy

Como eu já estou com uma semana de atraso, vou tentar ser bem breve. Eu e meu pai saímos umas 8 e pouco da gare Saint Charles; tomamos um TGV para Lyon Part-Dieu, onde pegaríamos uma correspondência para Vichy. A viagem correu tranquila – não me esqueci da carte 12-25, dessa vez! Oram chegamos na gare com cinco minutos de atraso, tínhamos talvez dez para chegar ao trem certo. Chegando no saguão, corre, a tela mostra… annulé… mas…

Fomos ao accueil, a mulher nos deu a opção de ir num outro trem ou ir para uma outra cidade de trem e pegar um ônibus… preferimos o trem; era mais tarde, mas era mais certo. Comemos lá, no chão da gare, e esperamos o horário do trem. Sentamos num dos últimos vagões (os lugares não eram marcados), e uma senhora começou a conversar comigo. Super sympa, ela e a do lado dela, e essa segunda era de Vichy, ainda mais!

Chegando na gare de Vichy, o M. Piombini nos aguardava. Fizemos um pequeno tour em Vichy, depois voltamos para a gare, resolver umas coisinhas, depois fomos ao hotel onde iríamos ficar. Como fosse caro – ele tinha dito um preço ao M. Piombini por telefone e outro quando chegamos – os Piombini nos oferenceram sua casa. Eles nos deixaram no Quatre Chemins (o ‘shopping) para andarmos um pouuinho a pé. Entramos no Quare Chemins, meu pai aproveitou para comprar duas camisas, depois fomos ao Hall des Sources, para a Missa na igreja de Saint Louis e ao Palais des Congrès-Opéra. Depois, chez le Piombini. Foi tão legal rever o Xù!

O jantar foi ótimo. Não lembro bem o prato, mas a entrada foi a salada com tempero de alho que eu AMO! É a única salada que eu como por prazer! Conversamos muito, depois fomos dormir.

Acordamos cedo, no dia seguinte. Íamos a Clermont-Ferrand, que era o objetivo dessa viagem: tentar fazer a consulta médica do Ofício de Imigração. Pegamos o trem, fomos. Fomos ao lugar que tinha na carta que eu recebera, era lá mesmo, mas não ia dar para fazer a consulta médica e a radiografia naquele dia – se eu fosse passar uma semana, ainda, tud bem…

Me mandaram para o OFII (Office Français de l’Immigration et de l’Intégration), onde disseram que eu tinha que resolver isso em Marseille. Bem…

Para não perder a viagem, fizemos turismo em Clarmont-Ferrand. Visitamos a Place de Jaude, a estátua de Vercingetorix, a mesma fonte da outra vez – e a catedral, tivemos muito mis tempo para visitá-la, compramos postais e guias de visita, e eu ainda subi na torre – não eram as torres de frente, infelizmente, mas uma no meio, bem alta! Dava para ver a cidade toda, dali, e arredores – só não dava para ver o pai, que estava tomando um café num café perto da catedral, e a própria cateral se impedia de vê-lo. Vimos também a Basílica de Notre Dame du Port – é tão bom fazer turismo por conta própria! Mas se eu nãotivesse feito a visita antes, não teria sido a mesma coisa…

Comemos truffade – é uma especialidade do Auvergne, uma espécie de purê de batatas com queijo, acompanhando salada e charcuterie, como presunto e salame. Muito bom!

Andamos só mais um pouco, depois fomos para a gare. Continuei o que eu já viera fazendo em todos os trechos de trem: escrever no blog (foi por isso que eu consegui postar os quatro últimos posts tão rápido!).

O trem chegou, subimos, tudo ia normal até uma parada estranha. Pelo que eu entendi, era um problema com a rede elétrica. Quando voltamos ao movimento, passamo tanto tempo andando tão lentamente que eu pensei “vamos prder a conexão”. Dito e feito: o trem chegou com 25 min de atraso. As passagens estavam sendo trocada, para quem ia fazer conexão; para Marseille, tinha um trem bempouco depois da hora em que chegáramos. Era tõ legal ver um bilhete de trem 0 €, e ainda primeira classe! Para mim, a maior diferença era que as poltronas eram meis largas, e acho que o espaço para as pernas também.

Quando chegamos, não tinha mais ônibus do metrô para casa: andamos. A noite ainda estava caindo, o que foi bom, porque pudemos vir com menos medo.

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