En Avignon on fait trois bises

Bem, eu estava bem atrasado com relação às férias. Pois bem: para quem não sabe, eu pessei o Natal e o ano-novo em Avignon, com a Comunidade Shalom, lá, vivendo como Comunidade de Vida . Em outras palavras, eu dei minhas férias para Jesus.

Não vou contar um relato extenso, porque foram duas semanas. Em breve: no primeiro dia, eu fui turista: visitei a fonte do Vaucluse, um rio que passa por lá e que é o responsável pelo nome do departamento onde se encontra Avignon. Isso com o Caio Júnior (CA¹)e um casal visitantes, Constantino e Socorro, da CA À tardem fomos nós três visitantes com o Pedro (CV¹) ao centro. O centro de Avignon é bem histórico, tem vários prédios antigos – ao lado de novos. O Palais des Papes (Avignon já foi, por uma época, o que o Vaticano e hoje), a Métropole de Notre-Dame des Doms (a catedral), onde os papas celebravam (MUITO bela e antiga)(tem adoração perpétua, lá! *.*). Fomos também ao jardim que tem perto dali, lindo, mas estava muito frio para aproveitar… fomos a um café, nos esquentar. De noite ainda teve célula comunitária – e eu fui ^^

A CA lá tem dois franceses, mais a Cris, que está em missão lá.

A folga acabou aí. Nos outros dias teve mais trabalho e mais oração (nesse dia de turista eu perdi metade do Akathistos e só fui fazer minha oração pessoal à noite), mas ainda foi light para o que eu estava imaginando. A lanchonete (Tudo Bem Brasil) estava fechada, porque quase todo o público é de um lycée (colégio de ensino médio) que tem lá. Mas mesmo assim teve o que fazer.

A rotina era assim (na 1ª semana): De manhã, café da manhã (a meia voz), Akathistos (é uma conjunto de orações e hinos belíssimo e muito antigo a Nossa Senhora, que a Comunidade reza nessa época), oração pessoas/estudo bíblico, depois esperar pelo almoço. Sempre se tinha alguma coisa para fazer nesse horário: varrer o “jardim”(estacionamento, plutôt), arrumar a casa, ajudar a alguém a fazer o que quer que fosse (eu era meio que o faz-tudo na casa).

Almoço. As refeições lá eram sem comentários – muito boas, e muita coisa do Brasil. Eu comi feijão!!! Farofa!!! Que saudades!!! Mas também me acostumei a comer salada – graças, sobretudo, ao molho de salada superbe que a Alline fazia.

Às tardes, também sempre acabavam achando algo para eu fazer – ir ao correio, bancar a babá, ajudar a cortar os arbustos do Tudo Bem, cortar uns ramos de pinheiro para fazer a  decoração de Natal… Terça e quinta havia oração comunitária antes da Missa (nem sei se é sempre, mas nessedia, foi). A Missa era às 18h30. Eu gostava bastante de lá, mas a dos Réformés… sem comparação. Depois do jantar, variava: segunda e quarta era célula ; terça, grupo de oração; sexta era Koinonia (uma convivência de todo mundo). Quarta  depois da célula era convivência por casa (casa = casa das meninas ou dos rapazes; embora todo mundo morasse na mesma casa, havia uma parte deles e uma parte delas); a nossa convivência foi jogar videogame 😀 No fim de tudo, as completas, depois dormir.

Na sexta-feira antes do Natal, saímos para evangelizar no centro. Foi super, éramos três palhaços/mímicos, Jamila, Cris e eu; tínhamos um cartaz de “Temos um presente para você!”, e outros com “Paz”, “esperança”, “amor”, “alegria”.  Enquanto isso, os outros cantavam (o Radameques tocava violão) e cantavam, e entregavam cartões convidando para o grupo de oração.

O Natal foi de sábado para domingo. A celebração foi linda e forte. Fazia tempo que eu não experimentava de momentos de oração fortes como aquele. Como aqueles.

A Missa de Natal foi linda! Eu nem ao menos conhecia as músicas de Natal francesas (“En Lui viens reconnaître” é “Ó vinde adoremos”, e “Douce nuit” é “Noite feliz”). Lindo!

A semana depois do Natal foi mais relax. Não tinha hora para acordar, bastava que desse tempo de rezar. Nem laudes. Nem completas. Eu colocava meu despertador para não muito tarde – e, por incrível que parece, sempre que ele tocava, o David estava no banheiro. O Radameques tinha ódio a esse despertador, que não se contentava em tocar uma vez! E a gente dormia no mesmo quarto…

Também foi relax no fato de que não foi preciso fazer grandes trabalhos. Quarta, inclusive, foi o aniversário da Cris, e a Marie-Bernard (uma francesa do grupo de oração) levou a Cris, a Jamilla e eu para dar uma volta. Fomos a Gordes, uma cidadezinha a uns 0minutos de Avignon. Linda! Sempalavrasmente linda. Em um estilo todo provençal antigo, sobre um rochedo, muitas casas de pedra e um pôr-do-sol maravilhoso, muito colorido! Passeamos um pouc, depois retornamos a Avignon (não daria tempo de ir para a célula: estávamos dispensados!) Passeamos ainda mais um pouquinho em Avignon e voltamos para casa. Era aniversário da Cris.

Aniversário na CV é sempre muito bom! A festasempre é legal, mas o melhor é a homenagem que sempre tem. Tem de tudo: peçade teatro, música, o qualquer coisa. Nesse dia, a gente fez um “rap” em francês (só tinha o refrão, as estrofes, era a gente que fazia). Foi muito legal!

Aí sábado foi o ano-novo. Passamos boa parte da sexta e do sábado arrumando o salão paroquial. Ficou com cara daqueles bailes e primavera de filme americano (onde a vilã ganha o prêmio de rainha, mas acontece alguma coisa e ele vai pra mocinha) (senão, o herói desiste da vilã e se declara para a mocinha) (pois é, desse jeito), mas ficou bonito mesmo! Comparado a como a sala era antes… nem parecia a mesma! E a festa ela mesma… começou com o show “David & Alline”, música de louvor que eu nem sabia que existiam em francês! Depois, comer e dançar. Engraçado era que era a Cris que puxava a dança, e ela inventava muito! Nossa, a dança da pizza,eu ri muito! Engraçado foi ela dançando isso na hora que todo mundo seguia a Shakira dançando Waka-waka no telão!

Pois bem, foi muito boa minha estadia com o Shalom de Avignon, muito boa mesmo! Pena eu não ter fotos… e nemtempo de escrevertud: quasenão falei da parte espiritual, por exemplo! Foi tão bom, um contato tão próximo com Deus – e fazia tempo que eu não conseguiam permanecer muito tempo send fiel à oração!

Bem, pois foi isso, se eu tiver alguma foto disso (deve ter alguma), eu digo.