Despedida

Gente, foi tanta coisa nesses últimos dias que eu não tive nem tempo de escrever como foi minha despedida!

Foi sexta passada, à noite. Não achei bom marcar pra a véspera da viagem porque é Corpus Christi – a festa já é dEle, é injust marcar a minha no dia XD Quarta tinha ministério, terça não ia dar… enfim, ficou pra sexta.

Gostei muito, a comida tava boa – a sobremesa napolitana que minha mãe fez estava MUITO boa (entonação da garotinha do Meu malvado favorito, quando se referia a coisas FOFAS!) – quem não foi, perdeu. Agradeço muito a quem foi! Não vou citar nomes, que eu já fiz isso no notebook, mas eu gostei muito!

Algumas fotos:

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E eu e a Iara fizemos uma dança, também; quem quiser ver, voilá:

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Final de Administração

Momentos de tensão. Ontem à tarde. “… para segunda-feira, 27/06, … Não adiantar enviar email argumentando que vai trabalhar, ou que tem outra prova no mesmo horário, ou que vai viajar…” Momento 1: Meu mundo caiu. Momento 2 (1 segundo depois): ele chegou ao fundo do poço. Não é que simplesmente não ia dar tempo de fazer antes de viajar: não ia dar para viajar. Porque eu só viajo se tiver entregado todas as provas antes de ir. E… e? Digo, o professor já tinha me garantido que ia dar tempo, e eu tinha marcado a data da viagem com o pessoal da Égide (organismo que cuida das bolsas Eiffel) porque todas as provas iam dar tempo.

Ainda consegui falar com o professor pelo celular, ele disse que talvez desse pra fazer uma prova só para mim hoje, 22 de junho. Mas não ia dar para corrigir no dia… e eu precisava ter as notas, a média! Não conto as vezes que eu beirei o choro. Tentei falar de novo com ele para ajustar detalhes – que horas, onde- mas cadê que me atendia? Meu pai pediu o telefone dele, também. Sempre desligado. Na Missa das 17h eu entreguei a Deus, mas só consegui diminuir um pouco a preocupação. A apresentação de francês foi divertida, distraiu um pouquinho (eu apresentei sobre o West Coast Swing, fiz uma demonstração lá com a Iara, minha irmã), mas só um pouco. Chegando em casa, meus pais tinham reunião, deu pra estudar um bocadinho. Mas, certas horas, ainda beirava o desespero.

Hoje de manhã. Foi todo mundo pra UFC. Falamos com a Rílvia, minha orientadora, que chamou o Ivanildo, coordenador do curso. Ele estava um pouco ocupado, compondo banca, mas ia poder em pouco tempo me ajudar. A tensão aumentava. A AF talvez fosse 13h [ou não]; eu e a Iara ficamos estudando – no benzeno, por falta de lugar (pra quem não sabe, o benzeno é um grupo de seis bancos em forma de hexágono regular que fica em frente à entrada do bloco do Departamento de Engenharia Química). Deu pra decorar algumas coisas mais. A Rílvia liga. O Ivanildo tentou falar com o professor. Nada. Recorreu ao Barros Neto (diretor do Centro de Tecnologia da UFC). Não estava, mas prometeu ajudar, por telefone. Voltamos a estudar.

O pior é que a aflição aumentava a cada instante. Sim, como se tudo o que poderia acontecer fosse acontecer segundo Murphy, e me englobaria num espasmo de crueldade, a desilar o seu letal veneno… mal sabia eu que o que seria destilado era o óleo do Amor. Uma alegria: o momento histórico da Bunilda comendo no RU (Restaurante Universitário). Feijoada. E ainda elogiou o feijão!

Volta do almoço. Outra alegria: festa surpresa!!! Só não fiquei mais contente porque se a prova fosse 13h mesmo, eu tinha medo de passar mal, então comi pouco 😦 E o professor, nada. Nem na sala dele, celular desligado… Ligamos para a Rílvia. Eles tinham conseguido entrar em contato com ele por e-mail. Tinha banca o dia inteiro, até perto de 19h. Enviaram um e-mail dizendo que 19h daria certo.

Enquanto isso, buscar a declaração de analítica. Não encontramos a professora, nem ela tinha deixado a declaração pronta. Voltamos, pelo menos para tentar pegar o histórico. Entrando no DEQ, o prof. Hosiberto, de Termo, com a declaração em mãos. Nem vi a prova, mas deve ter sido ruim – fato: eu não consegui fazer as questões 11 e 12, por causa do tempo!  Ainda tentei arranjar o celular da Goretti, mas nada. Peguei o histórico e fui deixar tudo logo na secretaria do CT. Faltavam só química analítica e administração. E o Bom Deus, que já dera tantas provas de que Sua vontade seria cumprida, não iria me deixar só.

A tarde foi de estudos. Depois de mais 1h30 decorando listas e conceitos, a Missa. Não sei que horas, mas o Ives, mon cher fils, apareceu lá. Em casa, ele me ajudou a revisar tudo. Ganhei uma blusa da Canção Nova, “Sou Brasileiro”, e um livro! ^.^

Pouco depois das 19h, Ministério. Eu só pude dar uma passadinha, mas deu pra rezarem por mim, me enviando, e eu ainda ganhei um ícone, da Theothokos deVladimir, e ainda deu pra comer uns salgadinhos! Mas ainda tinha a prova…

Chegamos lá (meus pais, minha irmã e eu). O professor em banca. Terminou. Até a sala dele. Minha família, rezando, lá embaixo. Alunos de outra disciplina reclamando de trabalhos. Só depois, ele foi montar a prova. Imprimiu.

MUITO BOA!!!! :DDDDDDDD

Soube fazer tudo, só não sei se soube justificar tudo direitinho. Só sei que já estou passado!!!

Fomos comemorar de um jeito que eu adoro: sorvete! Terceira festinha do dia!

Obrigado a todos os que me apoiaram – e aos que não sabiam, também, que Deus sabe as intenções dos corações de vocês. E, é claro, obrigado a Ele mesmo, que se não fosse por Ele, eu teria caído logo em desespero, chorado até não querer mais e nem sei se eu teria sequer condição de fazer a prova, de tão alterado! Dieu merci!

Visto

Demorou mas chegou: depois de mais de 15 dias, meu passaporte voltou com o visto! A mulher do consulado honorário de Fortaleza tinha viajado, voltou quinta passada e… – o consulado não abria sexta “¬¬ Só pude pegar ontem – e publicar hoje, que ontem eu estava estuando pra administração, que teve prova hoje. Maior possibilidade de nota: 7. Já estou na final! Que, por sinal, vai ser no mesmo dia de termo – delícia! E ainda não tive notícias da minha família em Vichy… but God’s good, Ele sabe o que faz.

Quanto ao visto, minha irmã disse que o do Canadá é mais bonito (pior que é mesmo… D: )

Minha cara ficou… trágica. Mas isso é o de menos. É válida na França continental (ou seja, eu não posso ir para a Guiana Francesa,para Martinique, etc.) durante um ano (depois, eu renovo e consigo o titre de séjour); É tipo D, ou seja, longa duração. O mult siginifica múltiplas entradas no território Shengen (a zona de livre circulação europeia): eu poderia voltar ao Brasil! [Acredito que isso não vá acontecer]. Lucas c’est moi!, e Franck Laval é o chefe da chancelaria (não me perguntem o que é isso!).

Aiai… mais dez dias e… Me voilá en France! Alguém em alguma dúvida que eu estou altamente tenso? Principalmente com as notas das provas… mas vai dar tudo certo, com a graça de Deus!

Em Brasília

Oi, galera!

Começo o blog escrevendo uma alegria muito grande: meu visto para a França. Eu estava tenso, não sabia se ia ser preciso uma carta do curso de francês que eu ia fazer lá (o Cavilam, começando dia 27 de junho), e eu não tinha, porque quem arranjou tudo isso foi o pessoal da Égide (organismo responsável pela bolsa Eiffel, que é a minha).

Enfim, sexta-feira passada, eu já tinha reservado as passagens para Brasília – saída de Fortaleza às 6h22, chegada em Brasília às 9h00, retorno às 21h22, chegada 23h56! Era tanto tempo entre a ida e a volta (mas era o mais cedo que tinha, a volta), que eu TINHA que passear um bocado em Brasília. Dito e feito!

A saída foi no horário previsto. Apesar de ter acordado cedo, não consegui dormir no avião, então aproveitei pra rezar – claro que eu levei meu kit Caminho da Paz comigo! A chegada no Aeroporto Internacional de Brasília foi no horário exato. Saindo, subi até o balcão de informações e perguntei pelo ônibus que ia pra rodoviária. A gente tinha olhado na internet, tinha um ônibus pra esse trajeto, pr R$ 8,00, mas era o executivo. Perguntei pra moça do balcão, ela me falou do ônibus convencional, levava quarenta minutos, estava cedo, resolvi pegar esse mesmo. Só R$ 2,00 *.* O trajeto era meio longo, mas um bom pedaço do caminho (antes de entrar no plano piloto) era muito bonito: parecia cenário de filme, com casas grandes e bonitas, muito verde, árvores bonitas,  até alguns ipês-roxos, mas não tão floridos, por causa da estação.

A rodoviária era quase como um terminal de ônibus daqui: vários ônibus urbanos, várias paradas e filas. Mas também era como a rodoviária de Fortaleza, um monte de lanchonetes, bancas, quiosques de sorvete… a rodoviária de Brasília é bem no encontro das duas asas com o “corpo” do avião. Dei uma olhada, e era perto de tudo: de um lado, dava pra ver a catedral, o Museu Nacional, dava pra ter uma noção da esplanada dos Ministérios; do outro, o Teatro Nacional e a Torre de TV (onde eu estava planejando pegar o ônibus do city tour). Mas primeiro, o visto.

Tomei um táxi para me levar ao Consulado da França. Era muito mais perto da rodoviária que do aeroporto, tanto que a ideia de pegar o táxi no aeroporto nem me passou pela cabeça, quando eu cheguei (tooome 50 reais, no mínimo!!!). O consulado é no mesmo lugar da embaixada.

Entrada da Embaixada da França

O cara da segunda portaria, não dava pra entender quase nada do que ele dizia, mas acho que se eu pedisse pra ele falar francês, eu entenderia menos ainda! A “cabine” em que a gente ficava estava bem indicada, mas na hora que eu entrei, não havia ninguém lá do outro lado do vidro. Esperei um pouco, olhei uma revista em francês que estava na sala de espera, voltei e lá estava mulher. Ela foi muito gentil, respondeu a algumas dúvidas que eu tinha – inclusive a da Espanha! Deus é fiel: agora, é pratricamente impossível eu não poder ir para a Jornada Mundial da Juventude! Também vi que não precisava de vacinação específica nem nada, e que meu pai vai poder ir no final de agosto sem problemas, só com o passaporte.

Brasília Shopping

Depois da visita consular, eu me toquei que não havia perguntado o telefone do táxi! Mas o primeiro porteiro me ajudou, chamou um para mim. Eu ia para a rodoviária, de onde eu ia para o Conjunto Nacional, almoçar, mas o motorista sugeriu o Shopping Brasília. Bom que lá tinha ponto de vendas do Brasília City Tour, também.

Almocei e fui pro quiosque do tour. Iria sair 1h30 (ainda eram 12h30) e só saía se houvesse pelo menos cinco interessados. Deiei meu nome lá e fui passar tempo. Achei uma livraria Saraiva! O tempo até passou rápido! XD

O city tour começou na hora. Tinha até outra mulher de Fortaleza! Paramos na Torre de TV e subiram mais duas pessoas; com as três do Shopping Brasília, deu só a conta! As fotos do city tour falam por si mesmas:

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Acabou por volta de 15h30, quando começou o turismo a pé. Desembarquei na Torre de TV – infelizmente, estava fechada a visitas, devido à mudança do Museu das Gemas. Andei até a rodoviária e de lá decidi ir para o Museu Nacional. Além da exposição permanente sobre a cultura nacional, havia também uma de arte moderna árabe. Havia também muita gente estranha lá – algumas do tipo “praça Portugal”, outras do tipo “CH da UFC”, enfim – muito boas, pena que não podia tirar foto. Depois, visitei a Biblioteca Nacional. Tentei visitar o Teatro, mas já havia passado da hora de visita.

Fui pra Catedral, fiquei rezando na capela. A Missa de 18h15 foi lá mesmo. Era tão aconchegante ^.^ Como terminou cedo, fui para a rodoviária, comprei um sanduíche e um suco e peguei o ônibus de volta pro aeroporto. Cheguei pouco depois das 20h, e fui passear lá dentro. Dá no mínimo dois do de Fortaleza, um ao lado do outro! Nem me lembrei de tirar foto lá, mas ainda que tivesse, as pilhas já tinham acabado, mesmo…

O voo atrasou quase uma hora – isso já com todo mundo embarcado! Mas enfim, tudo ocorreu em paz, e eu cheguei de volta em Fortaleza cerca de 00h30.

C’est ça! Voltei com lembranças maravilhosas, mas sem o visto ainda – mais dez dias e eu o terei em mãos!