Final de Administração

Momentos de tensão. Ontem à tarde. “… para segunda-feira, 27/06, … Não adiantar enviar email argumentando que vai trabalhar, ou que tem outra prova no mesmo horário, ou que vai viajar…” Momento 1: Meu mundo caiu. Momento 2 (1 segundo depois): ele chegou ao fundo do poço. Não é que simplesmente não ia dar tempo de fazer antes de viajar: não ia dar para viajar. Porque eu só viajo se tiver entregado todas as provas antes de ir. E… e? Digo, o professor já tinha me garantido que ia dar tempo, e eu tinha marcado a data da viagem com o pessoal da Égide (organismo que cuida das bolsas Eiffel) porque todas as provas iam dar tempo.

Ainda consegui falar com o professor pelo celular, ele disse que talvez desse pra fazer uma prova só para mim hoje, 22 de junho. Mas não ia dar para corrigir no dia… e eu precisava ter as notas, a média! Não conto as vezes que eu beirei o choro. Tentei falar de novo com ele para ajustar detalhes – que horas, onde- mas cadê que me atendia? Meu pai pediu o telefone dele, também. Sempre desligado. Na Missa das 17h eu entreguei a Deus, mas só consegui diminuir um pouco a preocupação. A apresentação de francês foi divertida, distraiu um pouquinho (eu apresentei sobre o West Coast Swing, fiz uma demonstração lá com a Iara, minha irmã), mas só um pouco. Chegando em casa, meus pais tinham reunião, deu pra estudar um bocadinho. Mas, certas horas, ainda beirava o desespero.

Hoje de manhã. Foi todo mundo pra UFC. Falamos com a Rílvia, minha orientadora, que chamou o Ivanildo, coordenador do curso. Ele estava um pouco ocupado, compondo banca, mas ia poder em pouco tempo me ajudar. A tensão aumentava. A AF talvez fosse 13h [ou não]; eu e a Iara ficamos estudando – no benzeno, por falta de lugar (pra quem não sabe, o benzeno é um grupo de seis bancos em forma de hexágono regular que fica em frente à entrada do bloco do Departamento de Engenharia Química). Deu pra decorar algumas coisas mais. A Rílvia liga. O Ivanildo tentou falar com o professor. Nada. Recorreu ao Barros Neto (diretor do Centro de Tecnologia da UFC). Não estava, mas prometeu ajudar, por telefone. Voltamos a estudar.

O pior é que a aflição aumentava a cada instante. Sim, como se tudo o que poderia acontecer fosse acontecer segundo Murphy, e me englobaria num espasmo de crueldade, a desilar o seu letal veneno… mal sabia eu que o que seria destilado era o óleo do Amor. Uma alegria: o momento histórico da Bunilda comendo no RU (Restaurante Universitário). Feijoada. E ainda elogiou o feijão!

Volta do almoço. Outra alegria: festa surpresa!!! Só não fiquei mais contente porque se a prova fosse 13h mesmo, eu tinha medo de passar mal, então comi pouco 😦 E o professor, nada. Nem na sala dele, celular desligado… Ligamos para a Rílvia. Eles tinham conseguido entrar em contato com ele por e-mail. Tinha banca o dia inteiro, até perto de 19h. Enviaram um e-mail dizendo que 19h daria certo.

Enquanto isso, buscar a declaração de analítica. Não encontramos a professora, nem ela tinha deixado a declaração pronta. Voltamos, pelo menos para tentar pegar o histórico. Entrando no DEQ, o prof. Hosiberto, de Termo, com a declaração em mãos. Nem vi a prova, mas deve ter sido ruim – fato: eu não consegui fazer as questões 11 e 12, por causa do tempo!  Ainda tentei arranjar o celular da Goretti, mas nada. Peguei o histórico e fui deixar tudo logo na secretaria do CT. Faltavam só química analítica e administração. E o Bom Deus, que já dera tantas provas de que Sua vontade seria cumprida, não iria me deixar só.

A tarde foi de estudos. Depois de mais 1h30 decorando listas e conceitos, a Missa. Não sei que horas, mas o Ives, mon cher fils, apareceu lá. Em casa, ele me ajudou a revisar tudo. Ganhei uma blusa da Canção Nova, “Sou Brasileiro”, e um livro! ^.^

Pouco depois das 19h, Ministério. Eu só pude dar uma passadinha, mas deu pra rezarem por mim, me enviando, e eu ainda ganhei um ícone, da Theothokos deVladimir, e ainda deu pra comer uns salgadinhos! Mas ainda tinha a prova…

Chegamos lá (meus pais, minha irmã e eu). O professor em banca. Terminou. Até a sala dele. Minha família, rezando, lá embaixo. Alunos de outra disciplina reclamando de trabalhos. Só depois, ele foi montar a prova. Imprimiu.

MUITO BOA!!!! :DDDDDDDD

Soube fazer tudo, só não sei se soube justificar tudo direitinho. Só sei que já estou passado!!!

Fomos comemorar de um jeito que eu adoro: sorvete! Terceira festinha do dia!

Obrigado a todos os que me apoiaram – e aos que não sabiam, também, que Deus sabe as intenções dos corações de vocês. E, é claro, obrigado a Ele mesmo, que se não fosse por Ele, eu teria caído logo em desespero, chorado até não querer mais e nem sei se eu teria sequer condição de fazer a prova, de tão alterado! Dieu merci!