Le 14 juillet

Dizem que hoje o tempo estava fechado, de manhã. Não sei, fiz a “grasse matinée”, hoje: acordei 12h30, depois de ter ido assistir o “Arrí Potér”, que estuda em “Poudlard”, que agora está sob direção do professor “Rogue”. Mas acho que isso era o sono de anteontem, quando eu tive uma redação para fazer e terminei 2h de ontem, então…

Enfim, acordei, Mme. Piombini serviu meu café da manhã, economizei o almoço. O rafting, que fora cancelado ontem por causa da chuva, seria às 13h30. M. Piombini estava sem carro (Maxime, seu neto, havia saído com ele), o ônibus passava na parada às 13h30. Atraso certeza! Mas, se era o jeito…

Descendo do ônibus, corri. Encontrei alguns brasileiros que iam ao Quatre Chemins (o centro comercial (=shopping) daqui, na esperança de ver Harry Potter); continuei a correr, cheguei à praça de onde o ônibus ia sair… ainda demorou um bocadinho.

O rafting foi legal – pena que não deu pra tirar foto. Mas gostei muito – eu tinha ido até bem preparado, outra camisa, calção…mas eu não sabia que era obirgatório ficar no raft de tênis. Os meus ficaram encharcados! Ainda bem que eu tinha levado havaianas… enfim, o percurso era pequeno, mas tinha rochas e corredeiras, como é de se esperar; a pior parte era quando caíamos na contracorrente, e a gente ia para trás. Cada bote tem cinco pessoas, duas na frente, duas no meio e uma atrás; a de trás dá o comando (“tout droit” = em frente; “gauche” = esquerda, e por aí vai). Tinha um mais míope que eu; quando ele foi atrás, batems numa pedra simplesmente porque ele não viu.

O percurso era curto, nós tínhamos direito a duas horas. Fomos umas de vezes! Primeiro, quatro brasileiros e um argentino, depois, três brasileiros, uma americana e o animateur francês. Foi muito bom! Só acho que o percurso deveria ser maior, talvez num rio de verdade… (lá era artificial).

Minha mochila estava enorme! Depois que chegamos, fui à Missa na igreja de Saint Blaise e meus pés estavam gelados, por causa das havaianas! E depois da Missa, como eu corri para pegar o ônibus! E cheguei bem na hora: quando eu cheguei no Quatre Chemins, a última pessoa estava subindo no ônibus, deu tempo de correr e o motorista abriu a porta. A pior parte foi correr isso tudo de havaianas… mas eu tinha que correr MUITO, que era o último ônibus (feriado é fogo…).

Jantar, dar uma olhadinha no querido Facebook, e me arrumar: os fogos começariam 22h30. Le 14 juillet, para quem não lembra, é a data da tomada da Bastilha, marco na Revolução Francesa, e a festa nacional da França. Em Paris, houve um grande desfile, acho que das 8 e pouco até perto de meio-dia. Ohlalalala! Aqui em Vichy não houve desfile, mas houve os fogos.

Andei até o Yatch club (acho que é assim que se escreve) seguindo o rio Allier; havia muita gente, lá! Mas foi belíssimo… podem ver por vocês mesmos, aí embaixo: eu filmei tudo, quase 20 minutos, mas quem quiser ver só algumas partes, eu recomento por volta de 3’00”, 5’55” (fogos que não explodem, se ‘desmancham’!), 6’40” (ignorem minha voz), 12’20”, 13’40” (pena que não dá para ver direito, mas quando esses fogos explodem, parecem até insetos voando em todas as direções); 14’06”, e o minuto final, a partir de 17’15” (recomendo muito!). Voilá o vídeo:

Eu imaginavaos franceses vestidos de azul branco e vermelho, carregando bandeiras da França, e coisas do gênero. Qual!

Só mais uma coisa: alguns brasileiros na biera do rio, depois dos fogos:

Prestar atenção nas roupas de verão da galera (ignorem o da esquerda). Pas bon =\