Une nuit d’SDF

Recapitulando : eu saí da Missa a Notre-Dame de Lourdes, almocei rapidinho e corri pra gare. O Pierre e o Nicolas (um amigo dele, de Nancy) me acompanharam. Problema número 1 : eu perdera a passagem, do trecho Nancy-Metz-Paris. Enã, não havia nada que eles pudessem fazer, na SNCF. Tive que recomprar o bilhete de última hora, pelos olhos da cara – sendo que um dos trens só tinha vaga na primeira classe ! Bem, fazer o quê…

Ia ser minha “journée voyage” – Metz foi legal, tive uma hora de pausa, esperando a correspondência, saí um pouquinho da gare, com um mapa, andei alguns metros (pena que era pouco tempo, não dava pra ir à catedral, que, dizem, é magnífica!). O segundo trem chegou na hora, partiu na hora, nenhum problema. Meu medo era que ele atrasasse, ou algo assim – em Paris, eu tinha 30 minutos para mudar da Gare de l’Est à Gare de Lyon. Descendo do trem, “é dada a largada !”, a corrida começava, metrô 4, até (…), depois linha 1, (…) até a garde de Lyon, onde eu tinha que encontrar primeiro a parte “grandes lignes” (a gare de Lyon é gigantesca !), encontrar o trem… Enfim, cheguei no trem quase dez minutos adiantado. Vitória !

O trem partiu. Estávamos quase chegando em Saint-Étienne, última conexão antes do Puy-en-Velay, quando… vinteminutos antes da horade chegada, o trem deu um prego. “E agora, perdi minha conexão !” Quando finalmente o trem chegou e nós nos aproximávamos da gare, o conducteur do trem anunciava que os passageiros com conexão para o Puy, partida imediata na mesma plataforma. Quando chegamos… cadê o trem ? Partira. Próximo trem às 21h e pouco. Mal saí de gare nesse meio-termo, só pela praça em frente, procurando menos barulho para falar com o Sébastien no telefone. Comprei até uma revista de palavras cruzadas, pra fazer enquanto esperava. O tempo se arrastava… parecia que não ia ter fim. Quando enfim, a voz da moça da SNCF anuncia que o trem para o Puy se preparava para entrar na plataforma. Comecei a guardar minhas coisas e saí. Por onde era mesmo que passava ? Ah, sim, encontrei. Quando eu desci, pude ver o trem chegando do outro lado, só atravessar a linha do trem. Pelo subsolo.

Quando eu subi, só vi o trem fazendo a curva, tendo acabado de partir…

Sim, era o trem do Puy, me ocnfirmou o guarda. E era o último da noite, agora só às 5h50 da manhã. E a gare fechava às 23h. Aí eu paniquei. Não sabia mais o que fazer, não conhecia nada nem ninguém em Saint-Étienne, nem mesmo sabia onde era que eu estava ! Liguei pro pessoal que já estava na capital da Haute-Loire, eles nãosabiam muito bem o que fazer, sugeriram que eu procurasse um presbitério, sei lá, um padre que pudesse me acolher… bom, pelo menos já me era melhor que dormir na praça da estação (porque dentro, eu não poderia). Por sorte, havia um mapa da cidade na gare, com uma péssima qualidade, mas dava pra seguir mais ou menos bem. Tirei uma foto e fui tentando seguir até alguma indicação de igreja.

No desespero, eu mandei atpe umas mensagens (em caixa alta) pro Pierre e pro Sèb ; Pierre não conhecia ninguém, nem nada. Sèb, sem resposta. Então, começou a procura. Primeiro, cheguei a uma igreja magnífica, Sainte-Marie. Perguntei a um habitante (que estava entrando em casa, logo em frente à igreja), ele disse que o padre morava atrás da igreja. Bom, o que havia atrás era um jardim, onde eu não ousei entrar (embora tivesse uma “janela” aberta na grade…), e uma porta que me pareceu convidativa. Bati, e não se me abriu. Mais para a direita era um parque de uma escola – o padre morava mesmo, ali ?

Tentei ligar pro Père Michel-Marie, ver se ele tinha algum contato em St.-Étinne. Nada. E eu me comunicando com o Pierrot. No meio dessa provação imensa, ele disse que não iria pra cama enquanto eu não soubesse onde iria dormir. Eu não soube nem o que responder, de tanto que isso me tocou. Era disso que eu precisava : um irmão. Um verdadeiro irmão, cujo papel seria decisivo nessa noite, como eu vou relatar a seguir.

Passei à tentativa dois. Nativité. Céus, era um lugar tão escondido, teria sido mais fácil seguir o cemitério, mas eu não ! Sabe-se lá… mas enfim, cheguei ao lugar marcado e… cadê a igreja ? Pulei uma grade, subi umas escadas e acho que era a igreja, lá,, pelo menos tinha um vritral. Um pouco mais afastado, um predio devi ser o presbitério. Mais uma vez, bati e não se me abriu – ah Jesus, tu que nos tinhas dito “batei, e abrir-se-vos-à”, com essa belíssima mesóclise bipronominal, onde estás ? Cada vez mais com medo, pocurei nas casas ao redor, para ver se não havia alguma caixa de correio com “Père Alguma-Coisa, curé”, mas nada. Pedia para o Pierre procurar na internet o endereço. Ele me indicou uma rua que eu não encontrava. “A gente tá falando do mesmo lugar ?

Não. Pronto, acabou. A bateria da máquina acabou. C’est fini, agora é voltar pra gare e testar se o saco de dormir é bom mesmo.

Noite de sem-teto (já diz o título).

Não. Deus me deu de presente um anjo. O Pierre pediu que eu ligasse para ele. Ele me serviu de GPS até o presbitério que ele me havia indicado – que, d’ailleurs,  era longe pra dedéu. A cada rua ele foi falando bem direitinho, guiando o pobre estrangeiro[-burro]-perdido, ele me acalmou tanto… Era o presbitério da catedral. Sorte que era bem indicada, mas também não tinha campainha. Bati e – supresa ! – nada. Até desliguei para telefonar, mas o número devia ser o da recepção, não o do padre mesmo. Já passava de meia-noite.

Liguei de novo pro Pierre. Pois bem, ele foi procurar um hotel, era mais fácil. Nisso, a ligação caiu, porque eu não tinha mais créditos, recarreguei num pulo, ele estava à beira de pegar o telefone de casa e me ligar (ele já tinha esgotado o plano do celular). Ele me guiou a um hotel não muito longe da praça da catedral. Ele teve um pouquinho de medo, mas não havia 36 soluções, como dizem os franceses. Toquei a campainha do hotel ; após uma curta espera, atenderam. Não era grande coisa, um primeiro andar de um prédio residencial, e o preço não era bem o melhordo mundo. Mas a moça foi super gentil, ligou até para um táxi, que viria me pegar às 5h15 da manhã. Parfait. Coloquei o celular pra carregar (a barra de bateria já piscava) e fui tomar banho. Depois, liguei pro Pierrot. Pode dormir em paz, mon cher, que eu já estou na cama. Ele, ele tava com o computador com mil páginas abertas, Google maps, sites de hoteis, uma parafernalha indescritível só pra me ajudar. Fui dormir pouco depois da uma da manhã. Mas foi sobre uma cama.

E Pierrino, se você chegar a ler isso (sim, ele disse que leu o post anterior) (e eu chamei ele de couillon, ah la honte !) (mas fazer o quê, se ele é mesmo ?), je te dis simplement que je t’aime, mon frère, je t’aime de toutes mes forces, et jusqu’au bout de moi-même ; c’est pas que pour ça, pour m’avoir tant aidé et réconforté, cette nuit-là, mais pour ce que tu es, pour toi-même, et je suis ravis que tu sois avec nous, que tu sois notre frère, notre cadet, notre benjamin… mon benjamin… E aproveite do privilégio, que nãoé todo dia que eu faço uma declaração de amor assim em público, viu ? 😉 Si seulement j’avais comment t’en remercier…

Bem dá pra imaginar que eu não tenho fotos, né ? [Ah, tô morrendo de desesperado que não tneho onde dormir, peraí que eu vou tirar uma foto da minha cara, depois das igrejas que eu NÃO consegui entrar, das ruas escuras…]. Como eu cheguei ao Puy, eu conto no próximo post. À plus !

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Nan ! Si !

Bom, a Suíça, já foi. Só digo que foi muito bom, mas foi  um alívio retornar à francofonia !

A Semana Santa, prometo que eu ainda vou escrever !

Bem, bem, nas férias de “Páscoa” (que aqui em Marseille foi duas semanas após o domingo Páscoa), eu passei uma semana em Nancy. Por que Nancy ? Porque de lá vem o Pierre, um de meus grandes amigos e irmãos ; fazia um tempinho que ele tinha proposto de ir lá, mas provavelmente não ia dar certo, nessa semana, porque ele ia ter aula de direção vários dias, ia ficar comlicado, eu ficar na casa dele, principalmente porque ele mora longe de Nancy mesmo (não é nem na aglomeração, a “grande Nancy”, como seria chamado no Brasil). Mas na últimasemana antes das férias, eu ainda não tinha outro lugar pra passar a semana. “Bom, vai Nancy, mesmo”. O Pierre acabou conseguindo um lugar pra mim no presbitério da basílica de Notre-Dame de Lourdes (não o presbitério onde fica o altar, dentro da igreja – “casa paroquial” seria a tradução, mas não é só o padre que mora lá, ele acolhe estudantes católicos também, o presbitério). Pois bem, lá fui eu comprar essa passagem de última hora (=caríssimo, inclusive só tinha primeira classe, sem garantir lugar sentado!). E o pior foi a segunda passagem, de Nancy ao Puy-en-Velay : eu ia ter que passar por Metz, Paris (30 min pra trocar da Gare de l’Est pra Gare de Lyon), depois Saint-Etienne, e, enfim, Le Puy. BOm, eu não tinha escolha…

Domingo, 22, almoçamos com os seminaristas depois da Missa, eu que fora com minha mala lotada – e chegara atrasado, ainda por cima (!), ficamosaté umas 15 e pouco, depois fomos comprar uns lanchinhos no supermercado (sanduíches e – TWIX !!!! ), fomos pegar o trem. No trem, não havia dois lugares juntos vagos, ficamos nas cadeiras dobráveis ao lado das portas. Comemos, conversamos, comemos, assistimos a um filme (no final, quando já estávamos chegando). Era dia de eleição. Chegamos a Nancy, chuviscava, o pai e a irmã do Pierre nos disseram que o segundo turno seria Sarkozy contra Hollande. Bem, agora, votar pelo menos pior (OK, o primeiro turno também era isso…).

Notre-Dame de Lourdes era mais ou menos longe do centro. O père Doidy (pronuncia-se “Dwadí”) foi muito simpático ; meu quarto era muito bom ! Eu disse que ia passar uma estadia de príncipe, ali !

Bem, é incrível como em Nancy o sol é raro. Segunda, deve ter feito uma hora de sol, se muito. Pelo menos foi no começo da tarde, quando estávamos no parque da Pepinière. Mas “de manhã”, fomos à Missa de 11h em Saint-Epvre (não se pronuncia o “p”) (sim, isso existe, um santo com esse nome, é um antigo bispo de Toul, que antes era a sede de diocese). Rito ordinário em latim – foi legal, mas não dava pra ter isso todo dia, de jeito nenhum.

Depois, fomos comer um Made in France – uma espécie de Subway nancéen (não sei como se diz isso em português, o adjetivo ‘pátrio’ de Nancy), com baguete francesa, queijo francês (emmental, edam, camembert, bleu ou chèvre >>>>> cheddar, prato ou suíço, com certeza!) (chèvre e bleu > o resto) ; comer na Pepinière. Muito bonito, lá. Depois, place Stanislas – o símbolo de Nancy. Uma imensa praça, cheia de belos prédios, ao redor – mas o Pierre tanta propaganda que eu esperava muito mais. Dizia ele que era maior e mais bonita que a praça São Pedro. Isso, veremos… quando eu for ao Vaticano.

Depois, visita turbo às igrejas de Nancy – a catedral-primacial, depois Saint-Sébastien (muito “moderninha”, com um cubinho como altar e um presépio modernista na frente do altar em pleno tempo Pascal… -.- ); depois foms visitar o Paul, um amigo de Pierre, no propedêutico. Ele tinha passado a semana anterior inteira em Marseille, no apartamento dos seminaristas. Ensuite, a mãe do Pierre ia nos pegar, pra ir jantar na casa deles.

Sim, eles moram de fato BEM longe da cidade. Pior que o Eusébio, ou Maranguape, ou Maracanaú…bref, pelo menos teve videogame ^^ eles têm um GameCube, jogamos Super Smash Brawl e Mario Kart . O irmãozinho dele é bem sympa, ele se chama Titouan. E a irmã, Marie. Chega formou um trio estranho : Marie, Pierre, nomes franceses certinhos, clichês, depois Titouan O.o Diz ele que é bretão (MUITO estranho dier isso em português ! Breton soa muito melhor !). Enfim, o jantar foi bom e tudo.

No dia seguinte, almoçamos com o abbé Alexandre Thomassin – um padre de Toul. Visitamos a catedral de Toul – que data do século XIII, e também a colegial Saint Gengoult. Eles têm uma RELIQUÍSSIMA na catedral : um dos santos PREGOS que pregaram Jesus!!!!! Sim, senhoras e senhores, um dos Santos Cravos !!! Não dou 100% de certeza que era legítimo, talvez foisse uma reprodução, não sei, que tinha um pedaço do verdadeiro prego fundido, mas de qualquer forma … eu tive o relicário em mãos, normalmente ele fica escondido num armário no claustro, e eu não tirei nem uma só foto !!!

Missa na capela, depois eu e o Pierre fomos jantar, em Nancy, Notre-Dame de Lourdes.

Quarta, de manhã foi a visita guiada a N.D. de Lourdes ; eu já tinha visto a igreja, o melhor foi subir no campanário, na hora do Angelus, ver os sinos tocando, bem forte. À tarde : à la foire !

Durante todo o mês de maio, tem uma feira (= parque !) em Nancy ; nós y fomos quarta à tarde, depois do almoço, depoisde pegar o Titou. Acontece que o Pierre e o irmão dele são dois grandes couillons que têm medo de tudo ! O primeiro brinquedo, eu tive que ir sozinho ; o resto foi mais tranquilo. Comemos churros (franceses, assim como [MUITOS] brasileiros, não sabem que existe o singular “churro”), depois chegou a irmã dele também, a gente foi nos carrinhos bate-bate (auto-tamponneuse) ; primeir, eu e o Pierre num carrinho só, depois, ele com o irmão e eu com a irmã dele, não sei quantas vezes consecutivas ! Logo depois, algodão doce e eu fui num brinquedo MUITO irado, em que a gente é girado sem dó ou piedade no ar !!! Ensuite, roda-gigante – só eu e o Pierre, a o Titou tinha medo e a Marie teve que ficar com ele lá em baixo (ela é outra medrosa, também). Depois, um brinquedo que girava MUITO rápido, uma espécie de “trenzinho” (um carro atrás do outro, sem uma “frente”, tipo, todos unidos em círculo) que girava em círculos, primeiro para trás, depois para frente… énorme ! Nesse, o Pierre foi, pelo menos. Depois, um outro mais ou menos no memso estilo, depois de novo no mesmo ! Como o tempo não dava pra chegar na Missa de N.D. de Lourdes, fomos emoutra igreja, lá, com o Paul.
Quinta, eu visitei um pouquinho o centro, fui no museu e igreja des Cordéliers, um antigo mosteiro, agora museu. Apesar disso, uma vez por ano ainda se celebra a Missa na igreja, em honra da família de Stanislas, eu acho.

Sim, esse Stan é onipresente em Nancy, inclusive o sistema de transportes da cidade se chama Stan ! Se bem me lembro, ele era um rei deposto da Polônia, que se instalou na Lorena e tornou-se o duque de Lorena e Bar, e foi uma das melhores coisas que já acontecera àquela região !

E de noite, vimos Piratas do Caribe 4 com o padre. Nem contei, mas na visita a N.D. de Lourdes, ele tocou a música tema do filme no órgão ! Pierrino filmou, mas o Père Doidy não quer que mostre… que pena.

Sexta, eu fui no Museum-Acquarium, foi super massa, toneladas e peixes, vi a galera do Procurando Nemo inteira ! No andar de cima, animais empalhados, espécies de todos os cantos e de todos os tipos (eu digo “empalhados” mas tinha até dúzias de insetos, que, naturalmente, não se empalham…). E do outor lado, uma exposição de fotos – e que fotos ! Tinha umas que dava vontade de emoldurar e pendurar na sala, de tanto que pareciam pinturas !

Nessa noite, eu passei um bom tempo em vigília ; a paróquia tem adoração permanente entre terça 8h e sábado 17h, se bem me lembro, e não tinha ninguém para a madrugada de sábado. Foi muito bom, só eu na capela, diante do Senhor escondido sob o véu sacramental…

Sábado de manhã, dia de “viagem”. De manhã, fomos a Saint-Nicolas de Port, uma bela basílica em honra de São Nicolau (o top pop santo da Lorraine); engraçado é que misturava várias coisas de igrejas de rito oriental, também, e o padre devia ter uma ascendência por esses lados, também, ele fazia algumas coisas diferentes, na Missa (alguns eram simples, como o sinal da cruz primeiro no ombro direito, depois o esquerdo)… vimos (de graça!) o tesouro da igreja (normalmente era 1€).

Almoço na casa dos Miler, depois retomamos a estrada, rumo a N.D. de Sion, situado na colina de Sion. Nas redondezas, se encontravam muitos vestígios de quando a região era submersa (alguns milhões de anos aí atrás), é até de se estranhar que o lgar não tenha virado um enorme sítio arqueológico ! Bom, melhor assim, até, eu diria.

Depois disso, rumamos a Domrémy-la-Pucelle. Não sei se alguém já ouviu falar, mas é a cidade de origm de Santa Joana D’Arc. Tanto é que desde que a gente saiu da Meurthe-et-Moselle (département de Nancy) e entrou nos Vosges (département de Domrémy, que também é o nome de uma cadeia de montanhas), tudo ao nosso redor respirava Joana D’Arc, estátuas dela, cartazes anunciando eventos tendo por tema sua vida, etc. Chegamos à vila, fomos à casa natal da santa. Vazia, certo, mas uma sensação única, saber que uma santa, uma heroína e padroeira da França, habitara aqueles comôdos durante 18 anos ! Depois, aproveitamos que já havíamos pago e visitamos as exposições que havia no resto do espaço (a casa era fechada numa cerca, que tinha outros prédios, também, com exposições). Depois, a basílica de Sainte Jeanne D’Arc. Magnífica, mas no momento, estava havendo o ensaio de uma peça (adivinha sobre quem era ?), e foi meio difícil de bem visitar, mas deu. Linda, linda !

Foi o Pierre, o petit Pierre que foi dirigindo (aqui tem um negócio que se chama “conduite acompagnée”, “direção acompanhada” : o jovem a partir de 16 anos pode abrir o processo e ficar dirigindo acompanhado por seus pais antes de tirar a carteira), o dia inteiro. E não é que ele dirige bem ? Sò algumas vezes ele não passava a marcha logo, dava pra sentir a dor do carro em mim, tamanh era o esforço do pobre ! Enfim, à noite, comemos no Made in France de novo, e comemos churros de novo :p

No outro dia, Missa de manhã, a 10h30, se bem me lembro. Meu trem era às13h21. Foi super boa, a Missa, nós servimos, tudo ótimo, tinha um dos servants d’autel nos guiando sempre, parfait. Ao termo, um almoço super rápido, correr pra gare, e eu tive que comprar a passagem que eu havia perdido… mas isso é uma outra hstória, que termina em Saint-Étienne, antes de compor a equipe do caminho de Santiago de Compostela.

As fotos, demora bastante, pra fazer upload, como estou sem muito tempo, fica o link pr meu facebook :

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.374822152553629.75213.100000775415926&type=3

 

En Avignon on fait trois bises

Bem, eu estava bem atrasado com relação às férias. Pois bem: para quem não sabe, eu pessei o Natal e o ano-novo em Avignon, com a Comunidade Shalom, lá, vivendo como Comunidade de Vida . Em outras palavras, eu dei minhas férias para Jesus.

Não vou contar um relato extenso, porque foram duas semanas. Em breve: no primeiro dia, eu fui turista: visitei a fonte do Vaucluse, um rio que passa por lá e que é o responsável pelo nome do departamento onde se encontra Avignon. Isso com o Caio Júnior (CA¹)e um casal visitantes, Constantino e Socorro, da CA À tardem fomos nós três visitantes com o Pedro (CV¹) ao centro. O centro de Avignon é bem histórico, tem vários prédios antigos – ao lado de novos. O Palais des Papes (Avignon já foi, por uma época, o que o Vaticano e hoje), a Métropole de Notre-Dame des Doms (a catedral), onde os papas celebravam (MUITO bela e antiga)(tem adoração perpétua, lá! *.*). Fomos também ao jardim que tem perto dali, lindo, mas estava muito frio para aproveitar… fomos a um café, nos esquentar. De noite ainda teve célula comunitária – e eu fui ^^

A CA lá tem dois franceses, mais a Cris, que está em missão lá.

A folga acabou aí. Nos outros dias teve mais trabalho e mais oração (nesse dia de turista eu perdi metade do Akathistos e só fui fazer minha oração pessoal à noite), mas ainda foi light para o que eu estava imaginando. A lanchonete (Tudo Bem Brasil) estava fechada, porque quase todo o público é de um lycée (colégio de ensino médio) que tem lá. Mas mesmo assim teve o que fazer.

A rotina era assim (na 1ª semana): De manhã, café da manhã (a meia voz), Akathistos (é uma conjunto de orações e hinos belíssimo e muito antigo a Nossa Senhora, que a Comunidade reza nessa época), oração pessoas/estudo bíblico, depois esperar pelo almoço. Sempre se tinha alguma coisa para fazer nesse horário: varrer o “jardim”(estacionamento, plutôt), arrumar a casa, ajudar a alguém a fazer o que quer que fosse (eu era meio que o faz-tudo na casa).

Almoço. As refeições lá eram sem comentários – muito boas, e muita coisa do Brasil. Eu comi feijão!!! Farofa!!! Que saudades!!! Mas também me acostumei a comer salada – graças, sobretudo, ao molho de salada superbe que a Alline fazia.

Às tardes, também sempre acabavam achando algo para eu fazer – ir ao correio, bancar a babá, ajudar a cortar os arbustos do Tudo Bem, cortar uns ramos de pinheiro para fazer a  decoração de Natal… Terça e quinta havia oração comunitária antes da Missa (nem sei se é sempre, mas nessedia, foi). A Missa era às 18h30. Eu gostava bastante de lá, mas a dos Réformés… sem comparação. Depois do jantar, variava: segunda e quarta era célula ; terça, grupo de oração; sexta era Koinonia (uma convivência de todo mundo). Quarta  depois da célula era convivência por casa (casa = casa das meninas ou dos rapazes; embora todo mundo morasse na mesma casa, havia uma parte deles e uma parte delas); a nossa convivência foi jogar videogame 😀 No fim de tudo, as completas, depois dormir.

Na sexta-feira antes do Natal, saímos para evangelizar no centro. Foi super, éramos três palhaços/mímicos, Jamila, Cris e eu; tínhamos um cartaz de “Temos um presente para você!”, e outros com “Paz”, “esperança”, “amor”, “alegria”.  Enquanto isso, os outros cantavam (o Radameques tocava violão) e cantavam, e entregavam cartões convidando para o grupo de oração.

O Natal foi de sábado para domingo. A celebração foi linda e forte. Fazia tempo que eu não experimentava de momentos de oração fortes como aquele. Como aqueles.

A Missa de Natal foi linda! Eu nem ao menos conhecia as músicas de Natal francesas (“En Lui viens reconnaître” é “Ó vinde adoremos”, e “Douce nuit” é “Noite feliz”). Lindo!

A semana depois do Natal foi mais relax. Não tinha hora para acordar, bastava que desse tempo de rezar. Nem laudes. Nem completas. Eu colocava meu despertador para não muito tarde – e, por incrível que parece, sempre que ele tocava, o David estava no banheiro. O Radameques tinha ódio a esse despertador, que não se contentava em tocar uma vez! E a gente dormia no mesmo quarto…

Também foi relax no fato de que não foi preciso fazer grandes trabalhos. Quarta, inclusive, foi o aniversário da Cris, e a Marie-Bernard (uma francesa do grupo de oração) levou a Cris, a Jamilla e eu para dar uma volta. Fomos a Gordes, uma cidadezinha a uns 0minutos de Avignon. Linda! Sempalavrasmente linda. Em um estilo todo provençal antigo, sobre um rochedo, muitas casas de pedra e um pôr-do-sol maravilhoso, muito colorido! Passeamos um pouc, depois retornamos a Avignon (não daria tempo de ir para a célula: estávamos dispensados!) Passeamos ainda mais um pouquinho em Avignon e voltamos para casa. Era aniversário da Cris.

Aniversário na CV é sempre muito bom! A festasempre é legal, mas o melhor é a homenagem que sempre tem. Tem de tudo: peçade teatro, música, o qualquer coisa. Nesse dia, a gente fez um “rap” em francês (só tinha o refrão, as estrofes, era a gente que fazia). Foi muito legal!

Aí sábado foi o ano-novo. Passamos boa parte da sexta e do sábado arrumando o salão paroquial. Ficou com cara daqueles bailes e primavera de filme americano (onde a vilã ganha o prêmio de rainha, mas acontece alguma coisa e ele vai pra mocinha) (senão, o herói desiste da vilã e se declara para a mocinha) (pois é, desse jeito), mas ficou bonito mesmo! Comparado a como a sala era antes… nem parecia a mesma! E a festa ela mesma… começou com o show “David & Alline”, música de louvor que eu nem sabia que existiam em francês! Depois, comer e dançar. Engraçado era que era a Cris que puxava a dança, e ela inventava muito! Nossa, a dança da pizza,eu ri muito! Engraçado foi ela dançando isso na hora que todo mundo seguia a Shakira dançando Waka-waka no telão!

Pois bem, foi muito boa minha estadia com o Shalom de Avignon, muito boa mesmo! Pena eu não ter fotos… e nemtempo de escrevertud: quasenão falei da parte espiritual, por exemplo! Foi tão bom, um contato tão próximo com Deus – e fazia tempo que eu não conseguiam permanecer muito tempo send fiel à oração!

Bem, pois foi isso, se eu tiver alguma foto disso (deve ter alguma), eu digo.

Neige à Marseille

Pois é, o semestre acabou de acabar e eu não estou de férias – amanhã começa o S6. Isso é muito estranho, eu que sempre torcia para que o fim do semestre chegasse logo para dar lugar às férias. Mas só o fato de me ver livre das provas já é um bom avanço. Certo, foram três provas uma atrás da outra e é ALTAMENTE provável que eu fique de rattrapage em no mínimo photonique e mécanique, mas é normal. Acabou, por enquanto. Amanhã começa o semestre 6 – férias de Natal e Toussaint serve pra cobrir esas férias, não? Além do quê, tem as férias de fevereiro em duas semanas.

Mas o que eu esotu me adiantando pra escrever é sobre um acontecimento esperado e, pourtant, surpreendente (nunca encontrei uma tradução ideal para “pourtant”; ele liga duas ideias meio contradiórias, tipo “faz sol pourtant chove” ou “ele é francês pourtant toma banho”…) : neve.

Havia tempo que falávmos nisso – desde que as previsões do tempo começaram a apontar uma possível queda de neve na quinta-feira passada (2 de fevereiro). Pois bem, na quinta-feira estávamos estudando química no Sogima (uma residência que não é a minha, é um pouco mais longe da École). Saímos por volta da uma a manhã, eu e mais três brasileiros que moram aqui no Château (minha rsidência). Ora, não tínhamos visto nada na hora que saímos, mas asotu cruzar o portão para alguém dizr “olha, tá nevando!”.Era pouco, verdade, mal dava para ver se não fosse contra a luz dos postes – uns negocinhos pequenos, quase como gotinhas de chuva mais leves, que o vento carregava… como uma caspa do céu. Fomos assim o caminho para casa: sob essa fina chuva de partículas que não chegavam a durar alguns segundos no chão. Mesmo na roupa, elas iam embora depressa.

Para mim, já era altamente emocionante!

Mas o melhor ainda estava por vir.

Sexta a gente tinha ido estudar mais cedo – devemos ter acabado umas 23h. Eu já estava em casa, tentando revisar alguma coisa de mécanique. Já era quase ih de sábado quando a Ingrid me liga. Estava nevando. Estava nevando e nevando muito: eu vi o chão do estacionamento do Châteai já quase todo branco, a neve se acumulando sobre os carros!

Peguei meu casaco, o cachecol, nem me lembrei das luvas (que, por sinal, era uma mão diferente da outra, porque os pares delas eu tinha perdido), nem touca de frio, só a chave de casa e fui correndo pro Sogima. Escadas brancas, estacionamento branco, nessa hora eu estava com a câmera da Ingrid (que eu tinha pedido emprestado para tirar fotos dos TDs de méca e enviar por e-mail), tirei fotos do caminho, as coisas ficando brancas!!!

Coisa de filme.

Cheguei ao Sogima, o pessoal estava do lado de fora do prédio- mas dentro dos portões; chamei alguém para abrir e eles saíram, e a rua estava branca – branca! Sim, Branca de Neve. Branca de um branco puro e simples: é branco. Ace todo branco fosse assim? Não sei, mas ao mesmo tempo que era branco,era gelado. Tão branca quanto gelada: tão gelada quanto branca. A neve. Nos desenhos ea nem parece tão fria, nos filmes, parece, masela é ainda mais. Sinceramente, pensei que minhas mãos fossem cair, de tão estonteantemente congelantemente brancamente neve. Nivosamente.

Escrevemos nomesno chão, tiramos fotos, alguém quis começar uma guerra, não era hora. A hora viria por si só. Eu fiz um anjo de neve, e eu sei que tem foto – só não me perguntem quem bateu. E nevava, e os flocos continuavam grossos, nem parecia a mesma substância da quinta. Entramos no prédio do Sogima para nos aquecermos. Sim, que prazer sentir de novo asmãos, as orelhas, o nariz… aaaahhh….

Saímos de novo, dessa vez dentro dos muros da residência. Neve branca e gelada e linda. Começaram as guerrade bolas de neve, e as fotos, e o frio não passava, e a neve não cessava de cair. Pegaram pá e balde, para criar um arsenal de bolas, eu, sem luvas, ousava, mas as mãos clamavam por luvas, clamavam por bolsos. O nariz e as orelhas, não senti nenhuma reclamação – não senti nada, a bem dizer. Saberia descrever? Não, não saberia. Seria preciso uma cena de filme (ou desenho Disney), com uma trilha sonora de sonho se realisando, e de repente todo mundo começa a cantar junto. Mas não, não houve trilha sonora, nem fogos de artifício nem sapo virando príncipe. Houve só a neve, os outros e eu. E foi divertido e sublime. E foi ridículo e onírico. As árvores secas, com neve, o chão coberto, as pessoas atirando bolas de neve – e elas conseguem ficar bem mais consistentes do que eu imaginava, apesar de a neve ser normalmene bem “fofa” – , mãos congelando: quer coisa mais de filme do que isso? Sò fltava o boneco de neve. O Eduardo até tentou, mas, hélas, não havia bem como. Não sei por quê, mas não. A neve me era uma ilustre incógnita.

Como todo filme, chaga uma hora que o vilão aparece. Não, ele não era vilão, só fez papel: o… diretor? da residência, não sei como se chama seu cargo, ele tinha sido acordado no meio da noite pelo nosso barulho. Barulho de alegria e diversão. Bem verdade que eram quase 2h, onde estava nosso direito de fazer um tal “bordel” (expressão típica do francês)? E quem queria dormir? É bemverdade que não era eu o único a ver a neve pela primeira vez. Estávamos muito excitados, todos nós. Mas ele chegou ralhando que entre nós havia que não éramos do Sogima, que o havíamos acordado, que… – em plena cólera, e com atitudes bem “à la française”. Chamamos os ouros depressa e pusemo-nos a caminho. Não nos convinha ficar ali. Fomos. Quatro.

A fonte na frente do Oxford (outra residência) não estava completamente congelada, mas tinha placas de gelo em cima! Era tão…

Filme!

E no Facebook, o Pierre, que serve la na igreja des Réformés, estava organizando uma guerra de bolas de neve para a manhã seguinte. Dormi sonhando com ela e acordei quase sem. Boa parte dela já estava derretida, e lá no centro, ainda menos. Claro que eu não consegui estudar mais nada! A neve caiu na contramão atrapalhando o tráfego. O sábado.

Para terminar: domingo de madrugada neovu de novo, mas eu não vi. Acordei para ir à Missa e estava metade derretida. Mas deu para ver a fonte do Oxford completamente congelada e coberta de neve. Na volta da Missa, os únicos sinais de neve eram as sombras: literalmente. Desapareceu tudo deixando o chão molhado. E fim. Ou, pelo menos, por enquanto.

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Trauma na vela

Salut povo!

Pra quem não sabe, aqui na École Centrale a gente tem que fazer um esporte obrigatório. Bem, eu nunca me interessei muito pelos esportes do BDS (Bureau des Sports) então escolhi fazer vela.

Pois bem, é maid difícil do que parece. No começo, era horrível, porque eu não sabia direito o que fazer nem entendia o que me diziam pra fazer (vento = barulho; esporte = pessoas falando rápido, logo… já viu). Depois, fui me acostumando a fazer sempre mais ou menos as mesmas coisas… pelo menos quando dizem “on vire” eu já estou bem seguro do que fazer; o resto é mais desajeitado.

Sem contar que nas últimas vezes tava muito frio! Quando tava virado pro sol, beleza, mas quando a gente ficava na sombra… brrrrr!

Mas nada se compara a hoje à tarde. Muito vento, muitas ondas, a gente indo muito rápido, o barco balançando muito, muita água entrando… havíamos colocado uma espécie de macacão especial, pra proteger a roupa, porque já se esperavam essas condições. E os coletes também, bien sûr. Ora, já na hora de sair, começou a ser difícil – o monitor (que dessa vez era outro, não sei o que houve com o que sempre acompanhava a gente) resolveu fazer uma nova saída – na verdade, uma nova forma de içar a grande vela, o que já gerou alguns problemas. SInceramente, não sei o que disseram pra ele, mas tinha muita coisa que ele esperava que a gente já soubesse, sei lá…

O mar estava realmente agitado. Frequentemente pegávamos ondas que espirravam água na nossa cara, isso sem falar no resto do corpo (minha meia devia ter até peixe, se duvidar!), e com o vento forte, nossa – juro que eu nunca tinha sentido tanto frio na minha vida, sentia minhas mãos congelando, queimando, como se elas fosse rachar, tinha horas que eu perdia a sensibilidade, eu… nem sei descrever, mas era horrível! E eu de casaco, mas ele não dava conta, e não tinha capuz, minha testa também estava congelando, para não falar das orelhas! E o resto do corpo começava a tremer, também, e parecia que o único órgão que existia no meu corpo era o estômago, porque era uma das poucas que eu semtia plenamente. O que não era bom.

Sinceramente, não sei se foi alguma coisa que eu comi no almoço (foi bom, mas foi meio inovador, a entrada e a sobremesa do RU), mas lá pelas tantas, eu comecei a passar mal. Ou será que o frio tem relação com isso? Não sei; só sei que não estava me sentindo nada bem. Engraçado é que eu nunca tinha enjoado no mar, então… pode ter sido um misto dos dois, talvez, não sei…

Bem, nisso, adivinha o que é que veio? Meu almoço. Pra fora.

Triste.

Eu não sabia nem com que cara eu olhava o povo. Nem o lado do barco. Na verdade, eu não consegia nem fazer cara nenhuma, nem articular direito as palavras – o frio não deixava. Não sei como é que eu ainda conseguia pensar em como agir nas manobras. Na verdade, era mais o Armen (o outro embraqueur, ou como quer que se escreva) que ia fazendo e praticamente só me estendia a corda para eu puxar. Mas depois de regurgitar o que eu tinha no estômago, até que eu melhorei.

Só sei que o frio continuava, e eu fiquei muito contentede ter chegado ao fim. Sim.

O que foi uma pena foi que eu não pude ir servir na Missa nos Réformés – tive que ir em casa tomar banho, porque tudo meu estava o puro sal, principalmente os tênis/meias. Isso eu ainda não contei, mas fica pra uma outra vez.

Até a próxima!

 

P.S.: Pra quem não sabe, eu não bati a cabeça nem nada (o que acontece religiosamente a cada quinta-feira que te voile), o acidente do dia foi isso. Doloroso e humilhante, logo, pode entrar na conta.

Estudo e oração

Depois de alguns meses de decalagem, resolvi voltar a escrever no blog. Só que como o tempo não é muito, vou contar tudo em posts menores. Ça vous va?

Então, nessas duas últimas semanas, eu tive prova de matemática, física quântica e fotônica. Os conteúdos eram horríveis, e eu deixei pra estudar tudo de última hora. Resultado: se eu tirar 10 em math e phys, eu fico na média, mas fotônica, acho que eu tiro um 5, no máximo… lembrando que a nota aqui é sobre 20, e a média é 10.

Pois então, foi por isso que eu decidi que o modem ia passar a semana na casa da Ingrid (ela mora em outra residência, entãoia ser mas difícil de eu pegar de volta). Então, desde terça-feira, eu tenho conseguido, depois do jantar, estudar alguma coisa e ir me deitar às 22hm pra acordar às 6h no dia seguinte e rezar. Oração e estudos: duas grandes prioridades da minha vida que o computador me impedia de viver. Agora, sinceramente, eu fico muito contente de poder rezar todo dia, estudar todo dia – e ainda adicionei coisas de bom aluno, tipo ir a TODOS os amphis (v. post passado) e anotar coisas, sentar na frente ra prestar atenção, etc. Acredito que se eu tivesse feito isso desde o começo do ano, eu estaria entendendo tudo. Mas ainda dá pra acompanhar um bom bocado.

Sendo assim, eu vou tentar escrever alguma coisa todo final de semana – sem esquecer que eu tô devendo as férias de Toussaint, no Benelux. Durante a semana, eu só acesso a internet na École, e fico pouco tempo, então ia ser meio difícil de escrever alguma coisa. Espero que assim as cosas melhorem aqui.

Assim seja.

Centrale Marseille

Céus, quanto tempo que eu não publico no blog! Pior que tanta coisa já aconteceu…

As aulas… ouf, é coisa de louco! Pelo menos as de”Amphi”, sim. São num auditório com cem outras pessoas, o professor dá aula numa velocidade incrível, quase sempre no datashow. Geralmente, o rendimento dessas aulas é medido pela quantidade de cartas/cartões postais/outras coisas que eu escrevo/faço. Pior que é verdade… depois, tem as aulas de TD. É quando a gente vai boiar colocar em prática o que deveria ter aprendido aprendeu no amphi. Em resumo, são aulas de exercício em que você copia tudo como um robô e depois tenta refazer em casa. Quem disse que eu consigo entender o que o professor faz? Na verdade, é bem como essa imagem que eu peguei de alguém no Facebook:

Queria ter tanto sucesso nas aulas como na cozinha… sério, eu não consigo fazer tudo o que eu queria, mas tudo o que eu tento, dá certo. Minha única derrota foi o purê de batata de verdade, o resto… arro, macarrão (não sou muito exigente com macarrão, mas acho que há brasileiros aqui que não aprovariam muito o meu; é bem cozido e refogado e cheio de ervas), couscous, salsicha, porco, frango,  purê de sachê… enfim, tenho comido bem! E bem muito queijo – sério, me apaixonei pelos queijos franceses! Será que ainda tem como mudar o nome do blog para “Rapadura com queijo” ou “Rapadura com camembert”? Sinceramente, é melhor que vinho. BEM melhor!!! E eu já provei tantos tipos – camembert, roquefort, brie, Saint Agur, bleu d’Auvergne, cantal, Caprices des Dieux, gorgonzola (eu sei que não é francês, mas…).

Além disso, pouca coisa. Tenho feito tango, mas meu esporte obrigatório, que é vela, começa quinta que vem. Quinta passada fui visitar um colégio, no âmbit da participação ao Échanges Phocéens, uma associação aqui que visitara os colégios, e motiva alguns alunos selecionados para que consigam entrar nos “prépa” (cursos preparatórios para as grandes écoles). Não sei se descrevi bem, mas não é aula de reforço, são bons alunos que precisam de motivação e umas aulinhas e cultura.

E tem também a aumônerie, a associação católica, daqui. Sábado a gente foi animar a Missa na paróquia aqui, sexta teve uma oraçõ seguida de um pique-nique, e sábado a gente vai pros calanques. CALANQUES! Vai ser tão legal; sábado eu escrevo como foi, e , se possível, trago fotos.

Eu sei que eu escrevi pouco, mas se eu fosse escrever tudo, a que horas eu iria acordar? Désolé…