L’Opéra

Faz mais de uma semana que eu não publico nada… mas pudera: o tempo não deixa! Esta semana, eu tive dois seminários para apresentar, além de fazer resumos dos outros seminários – tanto de manhã quanto de tarde! Mas enfim, minha sala da manhã foi invadida de espanholas – agora são cinco espanholas e cinco suíças! No mais, uma japonesa, dois brasileiros, um sueco, um chinês e uma burundiense-australiana. Esta última foi embora hoje.

Pois bem, hoje eu vou falar do passeio de sábado, para a Ópera de Vichy – um “complexo” oficialmente batizado de “Palais des Congrès – Opéra”, por motivos que eu já contei na visita a Vichy, mas não custa nada recontar.

O Cassino-ópera foi ampliado a mando do imperador Napoleão III – que novidade. A obra original era a parte esquerda do prédio atual, já existente em 1865; a parte direita é uma ampliação; é possível perceber, inclusive, as diferenças na arquitetura das duas partes. Há, inclusive, duas entradas, mas as partes são conectadas por dentro, também.

O guia falava bastante. Tanto que a visita demorou 1h30, aproximadamente. Várias coisas eu já esqueci, afinal, sábado faz uma semana…

Entramos no prédio pelo lado esquerdo. Era um privilégio, porque estavam terminando uma reforma na entrada direita. Bom! Havia um grande salão, que costumava ser usado para bailes, por exemplo.

Passando por ela, fomos à direita, e chagamos numa sala que tinha muitas cadeiras. Acho que era o salão Napleão, acho. Depois dela, outra sala com mais cadeiras – Salão Berlioz. Não lembro para que exatamente eram usadas, mas no Berlioz, havia um jogo de espelhos em diagonal, daqueles estilo um espelho na frente do outro = infinito. Só que era um espelho em cada canto da sala, ou seja, um na frente do outro, dois a dois.

Depois dela, era a entrada da sala do palco. Havia várias portas para os camarotes do térreo,  uma para o corredor; não sei como é que se chega no primeiro andar, mas não faz mal. Engraçado é que tinha dois camarotes imediatamente acima do palco, um de cada lado. Costumava ser o camarotedo Xá da Pérsia.

Porque naquela época, a França estava em pleno neocolonialismo, e de suas colônias e de seus parceiros, muitas pessoas ricas e importantes iam à França. Vichy, a partir das reformas feitas a mando de Napoleão III, conseguia atrair várias personalidades; uma delas era o Xá da Pérsia e sua esposa.

A sala da ópera é linda. Foi planejada para ser toda dourada e, com o desgaste, passar a um tom meio creme. Como houve recentes obras de restauração, a cor estava mais dourada. Os assentos eram em um veludo especial, mas estavam desgastados; foram trocados por um veludo sintético que imita perfeitamente, nos mínimos detalhes, o original, a tal ponto que só um especialista que examinasse bem os materiais saberia distinguí-los. Em compensação, o sintético é tão caro quanto o original, mas foi preferido pela maior durabilidade e facilidade de limpeza (ponto pro pessoal da limpeza!)

O teto tem um “lustre” bem art nouveau, que não pende do teto; é um grande círculo com vários diamantes ‘genéricos’ incrustados. Não tem como ver nas fotos, o flash não alcançava, mas o eram rostos de artistas nos quatro cantos do quadrado superior do teto. Toda a decoração era baseada em folhas e em padrões vegetais. E a sala não tem colunas! Construída toda em concreto armado, a sala elimina a possibilidade de ficar num canto quase sem visibilidade.

Depois dessa sala, fomos à parte antiga do lugar. A antiga sala da ópera, transformada em sala de jogo após a ampliação, era bem mais moderna que a anterior. Pudera: era nela que a assembleia se reunia, quando o governo se mudou para Vichy. Era bonita, com umas decorações legais de rochas magmáticas de Moçambique! OK, confesso que na primeira vez eu pensei que fosse algo fofo, tipo esponja ou bombril.

Por fim, fomos au subsolo, onde havia uma espécie de sala de convivência, com um bar ao fundo, e era mais quentinho, já que era no subsolo…

E é isso. Esqueci MUITA coisa, mas num geral, acho que consegui descrever.

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2 Respostas

  1. Nossa! Muito lindo mesmo… Lucas, realmente através desse vídeo acompanhando atentamente todos os espaços e os detalhes, o que se deduz é que se trata de um grande projeto arquitetônico antigo e como você mencionou, está sendo restaurado, lógicamente dando mais vida a história do passado vivenciada pelos povos franceses.
    O nosso teatro José de Alencar, parece se tornar uma miniatura em relaçao a esse imenso complexo?
    Lógico que a prioridade são as suas tarefas escolares, mas…nas folguinhas continue nos presenteando com essas maravilhas OK?
    Um grande abraço, e sucesso total nos seus seminários.

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