Passeio em Vichy

Estava marcado para 19h. Voltei à casa dos Piombini só para tomar banho – as caminhadas me haviam deixado bastante suado. Tempo de tomar banho, trocar de roupa e partir. Dezenove e oito. E nove. E dez. E quinze. E vinte.”É, acho que eu perdi o ônibus de 19h08″). Dezenove e vinte e oito. Acho que não acertei exatamente a parada onde a gente havia descido de manhã – desci praticamente em frente a St Louis, e acho que havíamos andado, de manhã, antes de lá chegar. Andei até o Cavilam. Dezenove e quarenta. Estavam saindo, primeiras palavras, em frente à Mediateca (la Médiathèque). Um primeiro grupo havia saído antes, disse um outro brasileiro.

Fomos primeiro a uma fonte, source des Celestins. Água… tônica? Bem, bom ou ruim, Vichy é uma cidade termal, tem várias fontes, e muitas pessoas buscam vão lá se tratar de doenças. Entre elas, a marquesa de Savigné, que, curada de uma paralisia na mão, ajudou a popularizar bastante as águas de Vichy. Ela mandou abrir algumas ruas que eu não me lembro mais.

Napoleão III, que foi imperador da França entre 1852 a 1870, pouco depois da derrota de Napoleão I (o mais famoso), também veio a Vichy em busca de tratamento. Segundo a Wikipedia, ele sofria do coração, inclusive urinava sangue, reumatismo, hemorróidas, problemas digestivos e gota (juro como eu não entendi tudo isso do guia); para ser acolhido à altura em suas visitas frequentes à cidade, mandou construir chalés para si e para sua corte, além de um grande parque à margem do rio Allier (e põe grande nisso! Fizemos três paradas, no mínimo, até a ponte, mais três depois dela) (não atravessamos a ponte, simplesmente passamos por ela, foi o que eu disse). Vimos o chalé de Napoleão III e demos uma passada por algumas ruas da Vieux Vichy (vieux = velha); várias casas em diversos estilos arquitetônicos, neo-ingleses, neo-venezianos (chamado neogótico florido), e coisas do gênero. E a casa de Strauss entre 1861-62, também! Ele tinha vindo a Vichy com a corte de Napoleão III, e essa casa era temporária, esperando a construção de seu chalé (hoje, é chamada Villa Strauss).

Durante a segunda guerra mundial, o governo francês se mudou para Vichy, dirigido pelo marechal Pétain, a fim de ficar mais longe dos alemães, para os quais Paris era um alvo mais fácil e de fuga mais difícil. Nessa época, o termo República da França foi substituído por Estado Francês. Pois bem, nós passamos pelo apartamento dele (do marechal, que assumia o posto de chefe de Estado).

Passamos, ainda, pela ópera de Vichy; eram prédios anexos, o Grand Casino (inaugurado em 1901) e l’Opéra de Vichy (1902). Durante o Governo de Vichy, o conjunto foi usado como sede do governo. Atualmente, o município de Vichy batizou (após reformas que se seguiram a um incêndio) de Palais des Congrès-Opéra.

Por fim, visitamos o centro termal de Vichy, o hall des sources e o centro termal propriamente dito, com hotel, lojas, etc. Os guias não explicaram muito – acho que estavam ansiosos para ir ao bar (“atividade cultural” seguinte)…

M. Piombini me havia emprestado seu celular. Telefonei para sua casa assim que a gente começou o caminho devolta, quando cheguei ao Cavilam, ele já estava lá vinte e uma horas e jantar e Skype e blog e cama e duas e cadê o sono.

Bom, como eu dormi tarde, hoje vou tentar dormir menos tarde. Tomara que chova, hoje à noite!

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